Sem acesso à educação e obrigadas a usar burqas: Os direitos retirados às mulheres afegãs por radicais talibãs
Investigação revela que mulheres afegãs estão "a enfrentar o colapso dos seus direitos, sonhos e riscos para a sua sobrevivência".
O líder dos radicais Talibã ordenou que as mulheres do país cobrissem totalmente os rostos em público. Esta é uma das medidas implementadas no Afeganistão que viola os direitos das mulheres afegãs, depois do seu acesso à educação ser recusado ou de serem proibidas de viajar sozinhas.Uma investigação da Human Rights Watch e do Instituto de Direitos Humanos da Universidade de San Jose State, nos EUA, revela que as mulheres afegãs estão "a enfrentar o colapso dos seus direitos, sonhos e riscos para a sua sobrevivência".
Para além de serem obrigadas a usar burqa, as mulheres do Afeganistão estão ainda privadas de participar em eventos televisivos e de viajarem sem um acompanhante do sexo masculino. Não podem ainda trabalhar "ao lado dos homens", segundo o jornal britãnico The Independent
As raparigas com mais de 11 anos foram proibidas de ir à escola.
De acordo com um relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, as mulheres afegãs representavam 20% da força do trabalho do país, no ano de 2020.
"A falta de investimento na educação das raparigas terá consequências socioeconómicas terríveis para os próximos anos", pode ainda ler-se no mesmo relatório.
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