Senado dos EUA mantém paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna
Senadores exigem que os agentes não usem máscaras e que sejam necessárias ordens judiciais para revistar propriedades privadas.
O Senado dos Estados Unidos manteve esta sexta-feira a paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna, ao rejeitar um projeto de lei para o seu financiamento.
A votação de esta sexta-feira foi a quinta desde o início da paralisação, em 14 de fevereiro, e ficou de novo aquém dos 60 votos necessários para a aprovação dos projetos de lei, com o resultado a saldar-se em 47 votos a favor, 37 contra e 16 abstenções.
Responsável por atrasos significativos em vários aeroportos do país, a paralisação está em curso após os senadores democratas terem recusado aprovar a lei de financiamento à agência sem mudanças em aspetos-chave da política migratória aplicada pela administração Trump.
As mortes de dois cidadãos norte-americanos, Renée Macklin-Good e Alex Pretti, baleados por agentes federados durante os protestos em Minneapolis contra incursões recorrentes dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândegas e da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA motivaram os democratas a exigir alterações nas operações conduzidas para a detenção de imigrantes.
Esses senadores exigem que os agentes não usem máscaras e que sejam necessárias ordens judiciais para revistar propriedades privadas.
Embora o candidato a novo Secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, tenha suavizado a posição sobre a política de imigração durante as suas audiências de confirmação no Senado, as negociações entre democratas e republicanos para reabrir o departamento mantêm-se num impasse.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou esta sexta-feira , aliás, que as negociações sobre a aplicação das leis de imigração "ainda têm um longo caminho a percorrer" devido a "profundas divergências".
Fruto da paralisação parcial, muitos agentes da Administração para a Segurança dos Transportes, uma das agências do Departamento de Segurança Interna, deixaram de comparecer ao trabalho ou pediram demissão devido à perda de salário.
A circunstância desencadeou filas longas nos postos de segurança de grandes aeroportos dos Estados Unidos, como o de Atlanta, o JFK, em Nova Iorque, e o de Nova Orleães.
O Senado deve votar, no sábado, um projeto para o financiamento da Administração para a Segurança dos Transportes (TSA).
"O caos na TSA está a chegar a um ponto crítico. Precisamos de a reabrir o mais rapidamente possível", reconheceu esta sexta-feira o democrata Chuck Schumer.
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