Sexo e mentiras no caso Assange

As duas mulheres que acusam de violação Julian Assange já têm nome e rosto, mas o caso contra o fundador da WikiLeaks não está, por isso, mais claro. Anna Ardin, de 30 anos, e Sofia Wilen, de 20, são as suecas que apresentaram queixa contra Assange, em Estocolmo, a 20 de Agosto, oito dias depois da primeira alegada violação.

09 de dezembro de 2010 às 00:30
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O advogado das queixosas assegura que o caso é real e não faz parte de um plano político para desacreditar Assange. Mas o certo é que a visita deste à capital sueca, em Agosto, está rodeada de incógnitas.

Tudo começou quando Assange foi convidado a participar num seminário na capital sueca. Anna, militante feminista, contactou o rosto da WikiLeaks e ofereceu-lhe a sua casa para ele ficar durante a visita. Seguiu-se um flirt e tudo acabou na cama.

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E começaram aqui os sarilhos para o homem que era, já nessa altura, um dos mais odiados nos EUA, devido às recentes revelações sobre a guerra no Iraque.

Anna afirma que durante a relação o preservativo rompeu-se, ela pediu para parar e ele fez orelhas moucas. Daí a violação.

Fica por esclarecer como pôde ficar amiga de Assange, em honra de quem organizou uma festa a 14 de Agosto, dois dias depois da alegada violação.

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O caso de Sofia é, se possível, ainda mais obscuro. Ela, namorada do artista norte-americano Seth Benson, deu início ao flirt. Após a festa organizada pela amiga, levou-o para sua casa. Aí mantiveram relações duas vezes. Uma à noite, com preservativo, e outra de manhã, sem. Sofia não queria sexo desprotegido, afirma, mas ele ignorou-a.

Curiosamente, Anna só cortou relações com Assange ao ser informada da ‘violação’ de Sofia. O que, ante tudo isto, as levou a esperarem seis dias até irem à polícia só elas saberão dizer.

Entretanto, um grupo de piratas informáticos atacou o site da Mastercard depois de fazer o mesmo ao do banco suíço Postfinance, em represália pelo boicote aos meios de financiamento da WikiLeaks.

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AUSTRÁLIA CULPA OS EUA

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Kevin Rudd, acusa os EUA pelas revelações da WikiLeaks e anunciou que será dado apoio consular ao fundador da organização, o australiano Julian Assange, detido terça-feira em Londres a pedido da Suécia, onde é procurado por violação. Rudd lembrou que quem forneceu "os 250 mil telegramas diplomáticos" foram cidadãos norte-americanos. Paralelamente, o filho de Assange, Daniel, pediu um tratamento "equitativo e apolítico" para o pai e frisou: "Espero que isto não seja uma etapa para o extraditarem para os EUA".

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