“Só quando ouvi pessoas percebi que estava vivo”: Há 20 anos suicidas mataram 52 pessoas em Londres
Foi há 20 anos que a capital do Reino Unido viveu o seu pior dia desde a II Guerra Mundial.
Londres, 7 de julho de 2005. Em menos de uma hora, quatro atentados suicidas mataram 52 pessoas e feriram perto de 800. O alvo foi o metro e um autocarro de dois andares. A primeira explosão ocorreu às 8h51, no comboio 204, próximo da estação de Liverpool Street. Morreram sete pessoas. Cinco minutos depois, nova explosão, no 311, que fazia a ligação entre as estações de King’s Cross e Russell Square. Morreram 26 pessoas.
A terceira explosão ocorreu às 9h15, no 216, que tinha acabado de chegar à plataforma 4 da estação de Edgware Road. Morreram 6 pessoas. A quarta e última bomba foi detonada às 9h47, num autocarro de dois andares em Tavistock Place. Morreram 13 pessoas.
Os quatro homens-bomba eram todos britânicos - Shehzad Tanweer, Hasib Hussain, Siddique Khan e Germaine Lindsay -, assim como o cérebro da operação, Rashid Rauf, morto no Paquistão, em 2008. Tinham ligações à Al Qaeda, de Osama bin Laden, responsável pelos atentados de 11 de setembro nos EUA de 2001 e de 11 de março de 2004 aos comboios suburbanos de Madrid.
“Pensei que estivesse morto e que aquilo era uma forma de vida após a morte. Pelos sons, percebi que as pessoas estavam a gatinhar, a tentar conseguir ajuda, a tentar fugir do fogo. Depois percebi que estava vivo”, contou Sudhesh Dahad, um sobrevivente. Esteve a meia dúzia de metros de um dos quatro homens que se fizeram explodir. Ficou com os tímpanos perfurados e cortes no rosto. Não recebeu qualquer apoio ou tratamento psicológico.
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