Supremo Tribunal brasileiro manda extraditar mafioso italiano preso no Brasil

Nícola Assisi, de 63 anos, preso no Brasil desde 2019, é acusado de ser membro da organização mafiosa Ndrangheta.

Supremo Tribunal Federal, no Brasil Foto: Ueslei Marcelino / Reuters
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O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro determinou a imediata extradição para a Itália do cidadão italiano Nícola Assisi, de 63 anos, preso no Brasil desde 2019 e acusado de ser membro da organização mafiosa Ndrangheta. A decisão foi tomada esta terça-feira pela unanimidade dos cinco juízes que compõem a Segunda Turma do STF.

Assisi e o filho, Patrick, foram presos em Julho de 2019 num apartamento de luxo em Praia Grande, no litoral do estado de São Paulo, acusados pela Polícia Federal brasileira de tráfico internacional de droga. A extradição de ambos para a Itália, onde também são acusados de tráfico e de pertencerem à Máfia da região da Calábria, foi decretada pelo tribunal brasileiro ainda em dezembro de 2019, mas os sucessivos recursos de advogados de defesa para impedir o envio deles para o país de origem inviabilizou até agora o cumprimento dessa ordem.

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Recusado esta terça o último recurso possível em relação a Nícola, o STF mandou extraditá-lo imediatamente, dando o caso por encerrado. Não obstante, os advogados ainda vão tentar uma manobra, alegando que o italiano é alvo de uma ação criminal por tráfico no Brasil e que deve aguardar o julgamento e, se for condenado, cumprir a pena numa prisão brasileira antes de ser extraditado.

Já em relação ao filho, Patrick, ainda não esgotou todos os recursos contra a extradição na justiça brasileira, pelo que continuará preso até decisão final sobre o assunto. Segundo a Polícia Federal brasileira, pai e filho intermediavam o envio de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa através do porto de Santos, cidade vizinha a Praia Grande.

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