Surto de Ébola na República Democrática do Congo torna-se a epidemia mais rápida de sempre

Número de mortos subiu para 930. Pelo menos 36 profissionais de saúde morreram após serem infetados pelo vírus.

20 de julho de 2026 às 15:38
Surto de Ébola na República Democrática do Congo Foto: Moses Sawasawa/AP
Surto de Ébola na República Democrática do Congo Foto: Prosper Heri Ngorora/AP
Surto de Ébola na República Democrática do Congo Foto: Prosper Heri Ngorora/AP
Surto de Ébola na República Democrática do Congo Foto: Prosper Heri Ngorora/AP

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O surto de ébola na República Democrática do Congo continua a agravar-se a um ritmo sem precedentes e é já considerado o mais rápido de sempre. Desde que foi declarado, a 15 de maio, o número de mortes subiu para pelo menos 930, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério da Saúde congolês.

Só entre sexta-feira e sábado foram registadas 37 mortes, um dos maiores aumentos diários desde o início da epidemia. Até ao último balanço, as autoridades tinham confirmado 2344 casos, de acordo com a agência Associated Press.

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O surto é provocado pelo vírus Bundibugyo, uma variante menos comum do ébola para a qual ainda não existe uma vacina ou tratamento aprovados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, na semana passada, que cerca de 80% dos novos casos estão a surgir em cadeias de transmissão desconhecidas, um indicador de que a propagação está a ultrapassar a capacidade das equipas de saúde para identificar e isolar os contágios.

Os dados oficiais mostram que, em pouco mais de dois meses, o país registou uma média semanal de 272 novos casos e 111 mortes, com uma aceleração significativa durante o mês de julho. Atualmente, 724 doentes permanecem internados ou em isolamento, enquanto as autoridades reforçam a resposta nas zonas mais afetadas.

A situação é agravada pelas condições de segurança no leste do país, particularmente na província de Ituri, onde a violência de grupos armados e a desinformação têm dificultado o combate ao surto. Desde maio, foram registados pelo menos 12 ataques contra unidades e equipas de saúde, muitos motivados por rumores e desconfiança da população. Em paralelo, vários profissionais abandonaram temporariamente os seus postos em protesto contra salários em atraso.

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Até ao momento, pelo menos 36 profissionais de saúde morreram após serem infetados pelo vírus.

O ébola é uma doença rara, mas altamente contagiosa e frequentemente fatal. O vírus pode ser transmitido dos animais selvagens para os humanos e propaga-se entre pessoas através do contacto com fluidos corporais, como sangue, vómito ou sémen, bem como por superfícies e objetos contaminados, incluindo roupa e roupa de cama.

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