Surto de gripe infeta 222 soldados e mata um nos EUA após governo abolir obrigatoriedade da vacina

Secretário de Defesa norte-americano aboliu obrigatoriedade da vacina para os militares, em abril, que vigorava há 80 anos.

24 de junho de 2026 às 11:01
Militares norte-americanos infetados com surto de gripe, após abolição de obrigatoriedade da vacina, estão a ser tratados com medicamentos antivirais Foto: US ARMY/Website
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Um surto de gripe na Base Aérea militar de Lackland, no Texas, Estados Unidos, infetou 222 soldados e fez ainda uma vítima mortal nas últimas três semanas. Isto dois meses após Pete Hegseth, o secretário de Defesa norte-americano, ter abolido a obrigatoriedade da vacina nas Forças Armadas do país que estava em vigor há 80 anos.

De acordo com a Força Aérea dos Estados Unidos, citada esta segunda-feira pelo jornal The Hill, o surto afetou a 37ª Ala de Treino em Lackland. Só desde a semana passada houve uma subida de 62 casos. Evidenciando, assim, as consequências da revogação de uma política de saúde necessária para a segurança sanitária.

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Pete Hegseth, que defendeu o negacionismo da autonomia médica em detrimento da imunização mandatória, em abril, fez com que apenas 40% dos militares escolhessem vacinar-se. O secretário de Defesa norte-americano chegou a criticar o ex-presidente Joe Biden, classificando a obrigatoriedade da vacina como "absurdo, abusivo, que enfraquece as capacidades de combate, sem representar qualquer ameaça à prontidão militar”.

A rápida propagação do surto de gripe, em ambientes de alojamento comunitário, forçou o comando da base militar a reverter a decisão de Hegseth e a retomar a vacinação obrigatória. As autoridades de saúde prosseguem a monitorização e avaliação da situação, tendo implementando medidas de mitigação para isolar e tratar os infetados com medicamentos antivirais.

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