Surto de gripe infeta 222 soldados e mata um nos EUA após governo abolir obrigatoriedade da vacina
Secretário de Defesa norte-americano aboliu obrigatoriedade da vacina para os militares, em abril, que vigorava há 80 anos.
Um surto de gripe na Base Aérea militar de Lackland, no Texas, Estados Unidos, infetou 222 soldados e fez ainda uma vítima mortal nas últimas três semanas. Isto dois meses após Pete Hegseth, o secretário de Defesa norte-americano, ter abolido a obrigatoriedade da vacina nas Forças Armadas do país que estava em vigor há 80 anos.
De acordo com a Força Aérea dos Estados Unidos, citada esta segunda-feira pelo jornal The Hill, o surto afetou a 37ª Ala de Treino em Lackland. Só desde a semana passada houve uma subida de 62 casos. Evidenciando, assim, as consequências da revogação de uma política de saúde necessária para a segurança sanitária.
Pete Hegseth, que defendeu o negacionismo da autonomia médica em detrimento da imunização mandatória, em abril, fez com que apenas 40% dos militares escolhessem vacinar-se. O secretário de Defesa norte-americano chegou a criticar o ex-presidente Joe Biden, classificando a obrigatoriedade da vacina como "absurdo, abusivo, que enfraquece as capacidades de combate, sem representar qualquer ameaça à prontidão militar”.
A rápida propagação do surto de gripe, em ambientes de alojamento comunitário, forçou o comando da base militar a reverter a decisão de Hegseth e a retomar a vacinação obrigatória. As autoridades de saúde prosseguem a monitorização e avaliação da situação, tendo implementando medidas de mitigação para isolar e tratar os infetados com medicamentos antivirais.
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