Suspenso acordo para retirada do Daesh de Damasco
Após a morte de um chefe rebelde num raide militar na Síria.
Um acordo inédito para a retirada de milhares de civis e de elementos do grupo Daesh de vários bairros do sul de Damasco foi suspenso após a morte de um chefe rebelde num raide militar na Síria.
Zahrane Alush, líder do Exército do Islão, foi morto na sexta-feira num raide da força aérea, desconhecendo-se se foi abatido pela aviação síria ou russa, tendo o grupo terrorista anunciado este sábado de manhã a nomeação de Abu Hamam Essam Albuidani como novo comandante geral.
A morte de Alush, líder de uma das organizações armadas mais poderosas na Síria teve também como consequência o fim de um acordo que previa a retirada de mais de 4.000 'jihadistas' do EI e da Frente Al-Nosra (ala síria da Al Qaida), bem como de milhares de civis do campo de refugiados palestinianos de Yarmouk e dos bairros vizinhos de Qadam e de Hajar al-Aswad.
"A retirada dos combatentes do Daesh e de outros grupos do bairro de Hajar al-Aswad foi suspenso (...) devido à morte de Zahrane Alush", indicou fonte militar síria, salientando que, para hoje, estava prevista a saída de mais de 1.200 pessoas, entre combatentes e civis.
Outra fonte próxima das negociações e ligada ao Observatório Sírio dos Direitos Humanos confirmou a suspensão do acordo, precisando, porém, que não foi anulado.
Apoiado pela Arábia Saudita, o Exército do Islão controla grande parte da zona leste de Damasco, alvo frequente da aviação síria e russa.
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