Tarifas de 10% a quem se opõe à venda da maior ilha do Mundo

Trump quer o território autónomo da Dinamarca, rico em petróleo, gás e terras raras, custe o que custar. A ‘guerra’ começou este sábado.

18 de janeiro de 2026 às 01:30
Gronelândia Foto: Getty Images
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A maior ilha do Mundo, com 2,16 milhões de quilómetros quadrados e cerca de 57 mil habitantes, detém importantes reservas de petróleo e gás natural, e extensos depósitos de terras raras (grupo de elementos químicos essenciais para a indústria de tecnologia de ponta).

A principal atividade é a pesca, embora a mineração e o turismo desempenhem também um papel importante na economia da ilha. É este universo gelado (o gelo cobre cerca de 80% da Gronelândia) que Trump quer adquirir, “a bem ou a mal”, alegando que os EUA precisam do território autónomo da Dinamarca para “efeitos de segurança nacional”. Seiscentos mil milhões de euros é quanto está disposto a pagar à Dinamarca para ficar com a ilha. Acontece que não cabe à Dinamarca tomar essa decisão, mas ao povo da Gronelândia. O argumento da segurança também é pouco consistente.

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Os EUA já tiveram várias bases militares no território - hoje apenas resta uma, que é usada como parte da defesa antimísseis dos EUA, mas podem ser reativadas, se Washington assim o entender. Restam, assim, os recursos naturais como o principal motivo do apetite de Trump pela Gronelândia. E este sábado deixou claro que não vai desistir da ilha, ao anunciar a imposição de uma tarifa de 10% aos produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, países que estão a participar nas manobras militares no Ártico, já a partir de 1 de fevereiro. Taxa que aumenta para 25% a 1 de junho e assim se manterá, “até que seja estabelecido um acordo para a compra completa e total da Gronelândia”, garante.

  

Os recursos da Gronelândia

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