"Têm síndrome de irritação": Trump insulta jornalistas em pleno jantar de correspondentes da Casa Branca

Presidente norte-americano voltou ao jantar que havia sido adiado após um ataque armado para criticar a comunicação social e "brincar" sobre um possível terceiro mandato.

25 de julho de 2026 às 13:28
Donald Trump discursa no jantar de correspondentes da Casa Branca Foto: Rod Lamkey Jr./AP
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Três meses após um ataque armado ter forçado o adiamento do evento original, o presidente Donald Trump participou no Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca na noite de sexta-feira. Num discurso de uma hora marcado por fortes tensões, o presidente norte-americano concentrou os seus ataques nos meios de comunicação social.

O presidente começou por insultar diretamente os repórteres presentes ao classificar a plateia como o maior grupo de pessoas com "síndrome de irritação contra Trump" reunido no mesmo local. De seguida, criticou publicamente os prémios de jornalismo entregues na gala: "Tenho alguma influência nesses prémios?", questionou, sobre investigações focadas no seu governo. Na plateia estavam vários jornalistas que o próprio havia impedido de participarem em eventos, de acordo com a agência Associated Press.

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Os bastidores do evento também expuseram a forte divergência entre a administração e os meios de comunicação. Um dos profissionais premiados na noite foi Tyler Pager, do The New York Times, repórter que sofreu intimações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos por revelar o uso governamental de um jato privado doado pelo Catar. Sob forte pressão do setor, o governo recuou e retirou as ações judiciais contra o jornalista apenas 24 horas antes do jantar.

Ao longo da noite, o tom humorístico esperado deu lugar a uma chuva de ofensas de cariz pessoal. Trump disparou piadas sobre o peso e a capacidade intelectual de opositores políticos, jornalistas e celebridades, tendo como alvos centrais nomes como Barack Obama, Gavin Newsom, Ilhan Omar e Chris Christie, o que reduziu os risos da plateia a um silêncio desconfortável.

A provocação mais forte ocorreu quando Donald Trump  brincou com a possibilidade de vir a exercer um terceiro mandato, uma vez que tal é proibido pela constituição americana. "Tal como a minha presidência, a segunda vez é sempre melhor. E a terceira vez será ainda melhor", disse Donald Trump.  Por fim afirmou que estava "só a brincar", mas de seguida colocou um boné vermelho em que se lia "Trump 2028".

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O evento foi realizado sob segurança máxima no hotel Waldorf Astoria com público reduzido, sem a tradicional passadeira vermelha e com homenagens ao agente do Serviço Secreto baleado no atentado de abril. No encerramento, o presidente norte-americano previu a falência financeira dos meios de comunicação quando deixar a Casa Branca e resumiu o jantar dizendo que a noite correu muito pior do que pensava inicialmente.

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