“Tenho a cama onde me violou”: o relato da única sobrevivente de um dos ‘serial killers’ mais perigosos de Londres

O que começou como uma história de amor acabou num pesadelo. Delia foi atacada com um machado, golpeada com uma faca ferrugenta e deixada a morrer à porta de casa. 

27 de outubro de 2024 às 15:07
John Sweeney Foto: Metropolitan Police
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Vive há décadas com cicatrizes que a fazem recordar as atrocidades de que foi vítima às mãos do 'caçador de escalpes'. Delia Balmer é a única sobrevivente conhecida de John Sweeney, um dos 'serial killers' mais perigosos do Reino Unido. Na década de 90, a norte-americana, natural do Texas, imigrou para Londres, Inglaterra, onde conheceu o criminoso. O que começou como uma história de amor acabou num pesadelo. Delia foi atacada com um machado, golpeada com uma faca ferrugenta e deixada para a morte na porta de casa. 

"Ainda tenho a cama onde ele me violou. Ainda tenho as cicatrizes de onde ele me atacou com um machado (...) É o tipo de coisa que se lê nos jornais ou se vê num filme e não acontece na realidade. Mas aconteceu. Aconteceu-me a mim", disse Delia ao Daily Mail. 

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Conhece 'serial killer' em pub

John Sweeney era um homem divorciado com dois filhos, mas omitiu esta informação a Delia, tendo ganhado rapidamente a sua confiança. 

Depois de manterem o contacto por alguns meses e de iniciarem uma relação, John Sweeney convenceu a jovem a mudar-se para o seu apartamento no norte de Londres. 

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Quadros macabros

Amarrada na cama

Depois de sujeitar Delia a quatro dias de tortura, Sweeney deixou-a ir embora. Quando finalmente ganhou coragem para denunciá-lo, a jovem mostrou à polícia o bizarro portefólio de obras de arte, mas acabou por ser ignorada. 

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Delia tentou excluir Sweeney da sua vida, mudando as fechaduras, mas este rapidamente a voltou a abordar. O criminoso forçou a entrada e tentou atacá-la. Dessa vez, foi interrompido pela chegada da polícia.

Encontrado estojo do assassino

No local do crime, a polícia encontrou o estojo do assassino que continha uma lâmina de serra, luvas de borracha, cordas, uma grande lona e fita adesiva. Sweeney foi detido, mas, apesar de todas as provas, foi libertado poucos dias depois sob fiança. 

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Atacada com machado

Assassino envia carta à polícia 

Seis anos depois, a descoberta de um corpo esquartejado fez a polícia chegar a Sweeney. Os restos mortais de Paula Fields, de 31 anos, foram encontrados numa coleção de barracas, carregadas de tijolos e telhas, no Regent's Canal, em Londres. Faltavam-lhe a cabeça, as mãos e os pés.

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Ao investigarem o passado de Paula, as autoridades encontraram o nome de um namorado conhecido como "Scouse Joe". Não foi preciso muito tempo para descobrirem que se tratava de Sweeney.

No apartamento em que o assassino vivia, a polícia encontrou centenas de obras de arte de mulheres com cabeças e membros cortados, algumas das obras que Delia tinha visto.

Prisão perpétua

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Foi devido à colaboração entre Delia e uma detetive reformada que foi possível colocar Sweeney atrás das grades. "Se ela [Delia] não tivesse voltado ao tribunal, o juiz teria deitado tudo a perder e ele [Sweeney] ter-se-ia safado e continuaria a matar. Ninguém tem dúvidas quanto a isso", referiu a detetive.

Em abril de 2011, Sweeney foi considerado culpado de duas acusações de homicídio e condenado a passar o resto da sua vida na prisão.

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