"Tenho esse direito": Flávio Bolsonaro anuncia possível candidatura às presidenciais de 2030

Senador obteve quase 60 milhões de votos no dia 25 mas, dois dias depois, 27, surpreendeu o país e até aliados próximos e fugiu para os EUA alegando perseguição política.

07 de novembro de 2026 às 11:32
Flávio Bolsonaro Foto: ANDRE BORGES/EPA
Partilhar

Menos de duas semanas depois de ter sido derrotado nas presidenciais do passado dia 25 de Outubro, o senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, lançou-se informalmente candidato às presidenciais de 2030, ou a eventuais eleições presidenciais que ocorram antes dessa data, se a reeleição de Lula da Silva for anulada no âmbito de um dos pedidos nesse sentido que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Se houver eleições antes, tenho esse direito. Em 2030 também, se eu quiser e o partido (Partido Liberal) concordar", declarou Flávio em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Pub

O senador obteve quase 60 milhões de votos no dia 25 mas, dois dias depois, 27, surpreendeu o país e até aliados próximos e fugiu para os EUA alegando perseguição política e estar na iminência de ser preso pelo juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já condenou o pai e um irmão dele. Na entrevista à Folha, Flávio Bolsonaro condicionou, no entanto, a sua candidatura em 2030 à continuação da inelegibilidade do pai, decretada até 2060 por Moraes, pois, acrescentou, se Jair Bolsonaro puder eventualmente disputar novas eleições será o seu candidato.

O ex-presidenciável repetiu acusações feitas desde que chegou aos Estados Unidos de que as eleições de dia 25 foram fraudadas a favor de Lula. Mas reconheceu não ter provas dessa presumível fraude e que provavelmente nunca as terá, pois, complementou, uma investigação sobre isso nunca seria permitida por quem manda atualmente no Brasil.

“Não tenho provas e nem terei, porque é proibido investigar esse assunto.”-Disse o senador, acusando a justiça eleitoral de ser controlada por pessoas próximas a Lula, que inviabilizariam qualquer apuração da denúncia de fraude. O TSE é presidido por Kássio Nunes Marques e tem como vice-presidente André Mendonça, ambos indicados por Jair Bolsonaro durante o governo dele, mas os outros cinco juizes foram indicados por Lula e durante a campanha eleitoral chegaram a desautorizar publicamente Marques e Mendonça e a emanar decisões claramente favoráveis ao presidente reeleito. (FIM).

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar