Theresa May vai pedir permissão a Rainha para formar governo
Conservadora chegou a acordo com o Partido Unionista da Irlanda do Norte.
Theresa May foi eleita primeira-ministra pelos britânicos, no entanto, o Partido Conservador - que lidera - não conseguiu maioria absoluta, segundo os resultados oficiais.
O Partido Conservador conseguiu eleger 318 deputados, número que matematicamente o impede de alcançar os 326 necessários para conquistar a maioria absoluta no parlamento.
O Partido Trabalhista, de Jeremy Corbyn, somou 261 deputados, enquanto o Partido Nacionalista Escocês (SNP) contou com 35 assentos e os liberais-democratas com 12.
Segundo a imprensa internacional, Theresa May chegou a acordo com o Partido Unionista Democrático da Irlanda da Norte para formarem uma coliugação de modo a obterem maioria absoluta no parlamento e criar um Governo.
A governante vai apresentar à rainha Isabell II a proposta para formar governo, esta sexta-feira, por volta das 12h30.
May sem maioria e parlamento pendurado
A conservadora convocou eleições antecipadas, pretendendo reforçar a maioria dos Conservadores no parlamento para poder negociar o Brexit, quando tinha uma maioria confortável. Agora sai fragilizada e, como explica o editor da seção Mundo do CM, Ricardo Ramos, o plano de May saiu furado.
O Reino Unido tem pela frente um Parlamento pendurado, em que nenhum dos partidos ou blocos políticos tem uma maioria clara. Ainda que os conservadores possam chegar à maioria com a ajuda dos unionistas da Irlanda do Norte, ficarão muito longe da maioria "forte e estável" pedida por May. "É uma catástrofe completa para May e para o Partido Conservador", afirmou o ex-ministro das Finanças George Osbourne.
Corbyn pede demissão de Theresa May
Corbyn pede demissão de Theresa MayO líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, convidou hoje a primeira-ministra, Theresa May, a dar lugar a um governo do 'Labour'.
"Se há uma mensagem do resultado desta noite é o seguinte: a primeira-ministra convocou a eleição porque ela queria um mandato. Mas o mandato que tem é perda de assentos, é perda de votos, é perda de apoio e perda de confiança. Penso que é suficiente para se ir embora e dar lugar a um governo que seja representativo das pessoas deste país", afirmou em Islington, após o anúncio da sua reeleição para deputado.
"Vamos aguardar o resto dos resultados, mas garanto o seguinte: no novo parlamento, faremos tudo para assegurar que o que dissemos nesta campanha e está no nosso programa eleitoral é apresentado ao parlamento para que este país seja diferente e se torne fundamentalmente um sítio melhor", vincou.
Liberais Democratas indisponíveis para coligações ou acordos
"Estamos a receber muitos telefonemas, por isso vamos ser claros: Não a coligações. Não a acordos", escreveu o gabinete de imprensa do partido na sua conta na rede social Twitter.
A posição reforça o que já tinha sido afirmado pelo líder do partido, Tim Ferron, numa entrevista ao jornal Observer: "nenhum acordo, nenhum acordo com ninguém".
May 'cedeu' negociações do Brexit a Corbyn
Em maio deste ano, Theresa May escreveu no Twitter que, caso perdesse seis assentos parlamentares nas eleições que convocou, dava as eleições como perdidas e cederia o lugar nas negociações do Brexit ao trabalhista Jeremy Corby. Segundo os resultados oficiais, perdeu 12. Irá mesmo ser Corbyn a encabeçar as negociações da saída da União Europeia?
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