Tibete: Monges budistas manifestam-se
Um grupo de monges budistas interrompeu, esta quinta-feira, uma conferência de Imprensa na capital do Tibete durante a visita de uma delegação de jornalistas estrangeiros a Lhasa organizada pelo governo chinês, gritando que não há liberdade religiosa.
Segundo informaram às agências noticiosas internacionais alguns jornalistas que assistiram ao incidente, os monges, cerca de 30, manifestaram-se durante uns 15 minutos próximo do templo de Jokhang, uns dos locais mais sagrados para o budismo tibetano.
Protestando contra a falta de liberdade religiosa, os monges também gritaram que o líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama, não é culpado da violência registada no passado dia 14 de Março, contrariando as autoridades chinesas que insistem que foi o instigador da revolta.
O governo chinês decidiu organizar uma visita a Lhasa para 26 jornalistas estrangeiros de 19 meios de comunicação, na sua maioria de língua inglesa, para mostrar que a situação tinha voltado à normalidade na capital do Tibete.
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