Trabalhadores da Hyundai na Coreia do Sul iniciam greve nacional de três dias

Os grevistas exigem aumentos salariais, uma maior bonificação de desempenho e o adiamento da idade de reforma.

13 de julho de 2026 às 09:13
Hyundai Foto: Matthias Balk/AP
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Os trabalhadores da Hyundai Motors iniciaram hoje uma greve nacional parcial de três dias, após o fracasso das negociações salariais com a administração da maior fabricante automóvel da Coreia do Sul.

Segundo o principal sindicato da empresa, cerca de 40.000 trabalhadores participam no movimento, interrompendo a produção quatro horas por dia até quarta-feira.

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Os grevistas exigem aumentos salariais, uma maior bonificação de desempenho e o adiamento da idade de reforma.

As negociações, em curso desde maio, voltaram a falhar a 08 de julho. A direção tinha proposto um aumento de 89.000 wons (52 euros) no salário base mensal, uma bonificação de 350% do salário base mais 10 milhões de wons (5.800 euros) e 15 ações da empresa por trabalhador.

O sindicato rejeitou a oferta, exigindo um aumento superior, um bónus de 800% do salário mensal, participação nos lucros, o adiamento da reforma e a reintegração de funcionários despedidos.

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"Vamos parar as linhas de produção quatro horas por dia -- duas horas por cada turno -- de segunda a quarta-feira", disse um dirigente sindical à agência France-Presse (AFP).

De acordo com o jornal Maeil Business, a paralisação poderá custar 200 mil milhões de wons (116 milhões de euros) à empresa.

O vice-presidente executivo da Hyundai, Choi Yeong-il, lamentou a greve, afirmando que ocorre "num momento em que deveríamos procurar recuperar resultados com o lançamento de novos modelos no segundo semestre", segundo a agência Yonhap.

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O movimento acontece num contexto de crescente preocupação com o futuro do emprego no setor, face aos avanços da robótica e inteligência artificial. A Hyundai prevê introduzir robots humanoides nas suas fábricas nos EUA a partir de 2028.

O sindicato principal deverá decidir na quarta-feira se prolonga a greve.

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