Trabalhadores de entregas da Deliveroo fazem greve no Reino Unido para exigir direitos
Funcionários exigem salários justos, medidas de proteção e direitos básicos dos trabalhadores.
Os trabalhadores de entregas da Deliveroo Holdings PLC deverão entrar hoje em greve no Reino Unido para exigir direitos básicos, disse o Independent Workers' Guild of Great Britain (IWGB).
O IWGB disse que estes trabalhadores da empresa exigem salários justos, medidas de proteção e direitos básicos dos trabalhadores.
Estão previstos protestos, cumprindo a distância social pela covid-19, em Londres e nas cidades inglesas de York, Reading, Sheffield e Wolverhampton, e são também esperadas greves de apoio na Austrália, França, Holanda, Irlanda e Espanha, acrescentou o sindicato.
A Efe Dow Jones refere que até ao momento não foi possível contactar a Deliveroo para comentar o assunto.
"A Deliveroo coloca uma falsa escolha entre flexibilidade e direitos básicos, mas o acórdão Uber mostrou que tanto os trabalhadores aqui como os estrangeiros podem ter ambos", disse o presidente do IWGB, Alex Marshall.
Em fevereiro, o Supremo Tribunal do Reino Unido decidiu que os condutores da Uber Technologies Inc (UBER) não são independentes e têm direito a benefícios tais como férias pagas e salários mínimos.
Na terça-feira, condutores de entregas a favor do trabalho por conta própria espanhóis enviaram uma carta à Comissão Europeia (CE) para protestar contra a chamada "Lei Rider", acordada entre o Governo, empregadores e sindicatos em Espanha e que força as plataformas digitais a contratá-los como empregados.
Na carta, divulgada na terça-feira, a Associação Profissional de Auto-empregados espanhola (APRA) adverte que a nova legislação - ainda pendente de aprovação formal - pode fazer com que uma parte dos entregadores percam os seus empregos, e recorda que entre eles se encontram pessoas pertencentes a "segmentos muito vulneráveis da população".
A entidade descreveu numa declaração como "desastrosa" a lei ao considerar que as plataformas digitais de entrega - tais como Deliveroo, Glovo, Stuart ou Ubereats - irão reduzir o número de motoristas de entregas ao terem de os contratar como pessoal em vez de os poderem utilizar como 'freelancers', como têm feito até agora.
A associação justifica o envio da carta como forma de participar na consulta aberta por Bruxelas sobre a futura legislação europeia em matéria de trabalho neste tipo de empresas.
Além disso, os porta-vozes da APRA lamentaram não ter participado nas negociações empreendidas pelo Ministério do Trabalho para chegar a um consenso sobre os regulamentos, uma vez que na sua opinião os sindicatos tradicionais não são "representativos" entre os trabalhadores do setor.
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