Traficante forjou a própria morte
O homem apontado como chefe do tráfico de droga na favela da Rocinha, a maior do Rio de Janeiro e de todo o Brasil, forjou a própria morte para se livrar da polícia e viver reformado com outro nome. A falsa morte de António Francisco Bonfim Lopes, conhecido como ‘Nem’, de 34 anos, foi uma tentativa do narcotraficante de se antecipar à já anunciada ocupação da Rocinha por uma força pacificadora da polícia.
‘Nem’, que está em fuga, conseguiu obter um falso atestado de óbito passado pelo médico Dalton Jorge, já preso. Este atestou que o narcotraficante morreu devido a insuficiência renal, o que, por ser causa natural, não obrigaria a autópsia e permitiria o enterro sem qualquer investigação. O funeral de ‘Nem’ estava marcado para sexta-feira passada, e a polícia tenta apurar se iria ser usado o corpo de outra pessoa.
Fonte policial afirmou que ‘Nem’ já tinha uma outra identidade e pretendia viajar pelo Brasil e pelo mundo com a fortuna amealhada no comando do crime.
A falsa morte do traficante, descoberta por acaso por agentes que investigavam furtos de viaturas, faz a polícia desconfiar de que a artimanha possa não ser um caso isolado e investigadores estão já em campo para apurar se outros traficantes supostamente falecidos não terão usado o mesmo estratagema para se livrar da Justiça.
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