Tragédia ferroviária no Paquistão
O Expresso de Quetta estava parado na estação de Ghotki, para reparações, quando o Expresso de Lahore embateu com violência na última carruagem. Um comboio que entrava na estação, em sentido contrário, não conseguiu evitar o impacte com carruagens descarriladas. Pelo menos 120 pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas.
É um cenário de horror aquele que hoje se vive em Ghotki, pequena cidade na província sulista de Sindh, a mais de 400 quilómetros de Karachi, cidade de onde havia partido o terceiro comboio envolvido no acidente.
Civis, funcionários ferroviários, socorristas, polícias e militares procuram corpos entre o emaranhado de ferros retorcidos amontoado na estação. Cerca das 08h00 desta manhã (hora de Lisboa), as autoridades locais já haviam recuperado 120 cadáveres, mas admitiam que o número de mortos podia subir até aos 150.
O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, ordenou um inquérito para apurar as causas do acidente, que ocorreu numa das mais movimentadas linhas ferroviárias paquistaneses, ligando Lahore a Karachi.
De acordo com o director-geral dos cainhos-de-ferro paquistaneses, Abdul Wahab, a culpa foi do maquinista do Expresso de Lahore, o que embateu na última carruagem do comboio parado na estação,m desencadeando o acidente. "Ele (o maquinista) ignorou o sinal vermelho, ou estava a dormir", comentou Wahab à televisão Geo. O maquinista morreu no acidente.
Apesar da dimensão do drama, este não foi o mais grave acidente ferroviário no Paquistão. O mais grave ocorreu em Janeiro de 1990, quando 307 pessoas morreram e 400 ficaram feridas após um comboio de passageiros lotado ter embatido numa composição de mercadorias, curiosamente, na mesma província onde ocorreu o acidente desta quarta-feira. Em Março de 1997, um descarrilamento no Punjab provocou 136 mortos.
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