Transferência forçada de civis ucranianos para Rússia é "crime de guerra", diz ONG

Moscovo está a deslocar forçosamente cidadãos da Ucrânia, incluindo os que fogem do conflito.

01 de setembro de 2022 às 07:16
Tropas russas atacaram zonas residenciais, semearam destruição e morte de civis inocentes (na foto, o Bairro de Podilsky, em Kiev, atingido por vários mísseis de Moscovo) Foto: Alfredo Leite
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Moscovo está a transferir à força civis ucranianos, incluindo os que fogem do conflito, para a Rússia ou áreas ocupadas pelos russos na Ucrânia, ações que constituem "crimes de guerra", refere um relatório divulgado esta quinta-feira pela Human Rights Watch.

"As transferências são uma grave violação das leis de guerra, que constituem crimes de guerra e potenciais crimes contra a humanidade", destaca a organização não governamental (ONG) em comunicado.

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A Human Rights Watch (HRW) aponta ainda que as autoridades russas ou ligadas a Moscovo também submeteram milhares de cidadãos a uma forma de triagem de segurança coerciva, punitiva e abusiva chamada "filtragem".

O regresso à Ucrânia de civis ucranianos alvo de transferências deve ser apoiado pelas agências da ONU e Cruz Vermelha, defendeu a investigadora da Human Rights Watch (HRW) Belkis Wille, em declarações à Lusa.

Belkis Wille é também coautora de um relatório 71 páginas, divulgado esta quinta-feira por esta organização não governamental (ONG), onde foram documentadas transferências de civis ucranianos ou uma forma de triagem de segurança coerciva, punitiva e abusiva chamada "filtragem".

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"Agências das Nações Unidas, ou do Comité Internacional da Cruz Vermelha, têm uma presença na Rússia e esperamos que estas organizações possam começar a aumentar o empenho para prestar informações aos ucranianos que pretendam deixar o país", frisou Belkis Wille, investigadora sénior de crises e conflitos da HRW.

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