Tribunal anuncia na quinta-feira sentença sobre desvio de dinheiro de mineiros moçambicanos
Acusação e pronúncia imputam à antiga ministra do Trabalho e a mais 11 arguidos o desvio de 113 milhões de meticais (1,6 milhões de euros).
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo vai proferir na quinta-feira a sentença sobre o julgamento em que a antiga ministra do Trabalho moçambicana Helena Taipo e mais 11 arguidos são acusados de desvio de dinheiro de mineiros.
Ao longo do julgamento, Taipo, 60 anos, negou sempre o seu envolvimento no caso, remetendo explicações à Direção do Trabalho Migratório (DTM), entidade gestora do dinheiro resultante da parcela diferida dos salários dos mineiros moçambicanos que trabalham na África do Sul.
A acusação e pronúncia imputam à antiga ministra do Trabalho e a mais 11 arguidos o desvio de 113 milhões de meticais (1,6 milhões de euros) da DTM, uma das entidades na altura tuteladas por Helena Taipo.
Uma parcela do montante correspondia a taxas que as companhias mineiras sul-africanas pagam ao Estado moçambicano pela contratação de mão-de-obra.
A ministra é ainda acusada noutro caso de ter recebido cerca de 100 milhões de meticais (1,4 milhões de euros) de subornos em 2014.
Os alegados subornos corresponderiam a contrapartidas pelo favorecimento de empresas de construção civil e do setor gráfico em contratos com o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), entidade que a então ministra também tutelava.
Helena Taipo esteve em prisão preventiva entre abril de 2019 e maio de 2021 no Estabelecimento Preventivo da Cidade de Maputo, aguardando agora o desenrolar dos processos em liberdade, sob termo de identidade e residência.
Além de ter sido ministra do Trabalho, Taipo foi embaixadora de Moçambique em Angola e governadora da província de Sofala, centro do país.
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