Ex-comandante do Costa Concordia vai cumprir pena de 16 anos de prisão

O Tribunal de recurso italiano confirma pena atribuída a Francesco Schettino.

12 de maio de 2017 às 17:49
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Costa Concordia, Francesco Schettino, capitão cobarde, Grosseto, naufrágio, afundar Foto: Giampiero Sposito/Reuters
Itália: Francesco Schettino, comandante do navio ‘Costa Concordia’, que naufragou em Janeiro ao largo da Toscânia, causando a morte a 32 pessoas, começou ontem a ser julgado. Na primeira sessão pediu desculpa aos familiares das vítimas. (Max Rossi/Reuters)
Costa Concórdia, prisão, acusação, Francesco Schettino Foto: Angelo Carconi/EPA

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A última instância judicial italiana confirmou hoje a condenação a 16 anos de prisão a Francesco Schettino, antigo comandante do paquete Costa Concordia, pela sua responsabilidade no naufrágio que causou 32 mortos, em 2012, anunciaram os seus advogados.

A decisão de confirmar a sentença foi hoje tomada pelo Tribunal de Cassação italiano, com sede em Roma.

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Schettino, que foi chamado pelos meios de comunicação como "comandante cobarde", por ter abandonado o navio de cruzeiros em plena operação de evacuação e salvamento dos passageiros, foi condenado em fevereiro de 2015 a 16 anos de prisão efetiva pelos homicídios, abandono do navio e naufrágio, numa pena que foi confirmada por um tribunal de recurso em maio de 2016.

No entanto, foi mantido em liberdade no decurso da duração do apelo e o processo de recurso.

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Saverio Senese, advogada de Schettino, afirmou aos meios de comunicação que tinha comunicado a decisão por telefone ao seu cliente, que se encontrava frente à prisão de Rebbibia, na periferia de Roma.

"Ele sente amargura porque é o único que está a pagar, como sempre em Itália, tem que haver um bode expiatório para pagar", afirmou a advogada, contando que Francesco Schettino lhe disse: "acredito na justiça, as decisões devem ser respeitadas, e vou apresentar-me para ser preso".

Visivelmente dececionados, os advogados declararam que vão agora ler atentamente a fundamentação da decisão judicial e que ponderam recorrer para o Tribunal Europeu "caso haja argumentos para isso".

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No decurso de uma primeira audiência em 20 de abril, o procurador junto do tribunal de recurso, Francesco Salzano, solicitou uma confirmação da sua culpabilidade mas requereu um reenvio perante um novo tribunal de apelo, com o objetivo de uma pena mais pesada.

Por sua vez, a defesa reclama um reexame das responsabilidades de todos os protagonistas, assegurando que são muito mais partilhadas face ao que a justiça decidiu até ao momento.

No final do processo de negociações, a companhia Costa foi condenada a um milhão de euros de multa e cinco outros empregados condenados a penas entre os 18 e os 34 meses de prisão.

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No final da tarde de 13 de janeiro de 2012, o Costa Concordia, um navio de cruzeiro duas vezes maior que o Titanic, embateu num rochedo quando navegava muito perto das costas da ilha de Giglio, ao largo da Toscana.

Após o embate, naufragou junto aos rochedos a algumas dezenas de metros da ilha, quando transportava 4.229 pessoas, incluindo 3.200 turistas.

Em julho de 2014 foi rebocado para o porto de Génova, e desmantelado.

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