Trump afirma desejar que novo presidente da Fed seja "completamente independente"
Kevin Warsh toma posse como novo presidente da Fed esta sexta-feira.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse esta sexta-feira na Casa Branca que deseja que o novo presidente da Reserva Federal (Fed) venha a ser "completamente independente".
O Presidente dos EUA falava na tomada de posse do novo presidente da Fed, Kevin Warsh, que a partir desta sexta-feira sucede no cargo a Jerome Powell, o responsável que Trump nomeou para chefiar a instituição durante o primeiro mandato, mas que criticou consistentemente por não reduzir as taxas de juro para apoiar a economia.
"Quero que o Kevin seja totalmente independente. Quero que seja independente e que faça um bom trabalho. Não olhem para mim. Não olhem para ninguém. Façam apenas o que tem de ser feito e façam-no bem", disse Donald Trump, dirigindo-se a Kevin Warsh.
Trump afirmou de seguida que, na sua opinião, a Fed "se desviou do caminho nos últimos anos".
"O Kevin compreende que a economia está em expansão, o que é bom. Queremos acabar com a inflação, mas não queremos acabar com a grandeza", acrescentou o Presidente norte-americano.
Donald Trump tem pedido regularmente ao Conselho de Governadores da Fed que reduza as taxas de juro e acusou repetidamente o antigo presidente, Jerome Powell, de agir demasiado pouco e demasiado tarde.
Powell, apesar de ter concluído o seu mandato de oito anos como presidente da Fed, permanecerá na instituição como membro do Conselho de Governadores (cargo que poderá exercer até janeiro de 2028), enquanto enfrentar pressões políticas e legais.
Warsh, escolhido por Trump, vai presidir à sua primeira reunião do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) nos dias 16 e 17 de junho, num clima marcado pelas exigências da Casa Branca para que a Fed avance com um relaxamento monetário ainda maior --- ou seja, corte as taxas de juros --- para impulsionar o crescimento económico.
No entanto, Warsh enfrentará um conselho pouco inclinado a reduzir as taxas, de acordo com as atas da última reunião, num momento em que a maioria dos membros reconhece que a inflação permanece alta e que o encerramento do estreito de Ormuz aumentou os preços da energia e de outros bens e serviços.
O responsável, de 56 anos, regressa à instituição 20 anos depois de dar os primeiros passos como banqueiro central, sendo que aos 35 anos foi nomeado o governador mais jovem da história. Foi membro do Conselho de Governadores da Fed de 2006 a 2011.
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