Trump ameaça enviar agentes do ICE para garantir controlos de segurança nos aeroportos

Em causa estão períodos de espera de passageiros que se têm prolongado por horas por causa da ausência de agentes.

Atualizado a 21 de março de 2026 às 18:13
Donald Trump
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou este sábado colocar agentes do Serviço de Controlo de Imigração e Alfândega (ICE) a realizar controlos de segurança nos aeroportos norte-americanos, para resolver os tempos de espera.

Em causa estão períodos de espera de passageiros que se têm prolongado por horas por causa da ausência de agentes especializados, como consequência da falta de pagamento decorrente da paralisação orçamental parcial do departamento que tutela os controlos aeroportuários.

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"Se os democratas de extrema-esquerda não assinarem imediatamente um acordo para que o nosso país, em particular os nossos aeroportos, volte a ser livre e seguro, vou enviar os nossos brilhantes e patriotas agentes do ICE para os aeroportos, onde se encarregarão da segurança", afirmou o Presidente dos Estados Unidos da América, numa publicação na rede social Truth Social.

Donald Trump também avisou que, se os agentes do ICE forem destacados para os postos de controlo dos aeroportos, procederão "à detenção imediata de qualquer imigrante que tenha entrado ilegalmente" no país, "com especial atenção para aqueles que são provenientes da Somália".

Desde 14 de fevereiro, o financiamento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em língua inglesa), responsável pelos controlos de segurança nos aeroportos, está congelado devido ao desacordo entre democratas e republicanos no Congresso sobre as práticas da polícia de imigração.

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Devido à paralisação parcial, milhares de funcionários federais do DHS foram colocados em licença sem vencimento. Só aqueles que têm funções consideradas essenciais continuam a trabalhar. Nos dois casos, os salários não são pagos até que os legisladores cheguem a um acordo sobre um orçamento para departamento.

Os cerca de 50.000 funcionários da Administração de Segurança dos Transportes (TSA, na sigla em língua inglesa), responsáveis pelos controlos nos aeroportos, já não recebem salário na totalidade desde 13 de março e, com isso, o absentismo aumentou, levando à saída de trabalhadores e outros a trabalharem noutro local enquanto aguardam que os parlamentares cheguem a um acordo.

As filas nos controlos de segurança têm vindo a repetir-se, havendo esperas de várias horas para os passageiros consigam chegar à sala de embarque.

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A TSA alertou que uma paralisação prolongada pode provocar falta de pessoal, com "consequências significativas nos aeroportos, nomeadamente atrasos, tempos de espera mais longos e cancelamentos de voos".

O empresário norte-americano Elon Musk ofereceu-se hoje, no X, para pagar os salários dos agentes da TSA "durante o impasse orçamental que afeta negativamente a vida de tantos americanos nos aeroportos do país".

De acordo com várias estimativas, o salário médio anual dos agentes situa-se entre 50.000 e 60.000 dólares, o que representa um orçamento de 2.500 a 3.000 milhões de dólares para um ano completo.

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Os democratas justificam o bloqueio orçamental com as ações do ICE, às quais pretendem impor restrições significativas.

A oposição intensificou-se após a morte de Renee Good e de Alex Pretti, com algumas semanas de intervalo em janeiro. Os dois norte-americanos foram mortos a tiro por agentes federais em Minneapolis, no Minnesota, levando a grandes manifestações por todo o país.

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