Trump ameaça enviar segundo porta-aviões para o Médio Oriente

Pentágono prepara envio de segundo grupo naval, que vai demorar duas semanas a chegar à região.

13 de fevereiro de 2026 às 01:30
Segundo porta-aviões poderá juntar-se ao 'USS Abraham Lincoln', que chegou à região no final de janeiro Foto: Getty Images
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Donald Trump admitiu esta semana enviar um segundo porta-aviões para o Médio Oriente, reforçando a pressão sobre o Irão e ameaçando "fazer alguma coisa" se as negociações entre as duas partes não forem bem sucedidas.

"Já temos uma armada na região e podermos enviar outra. Ou negociamos um acordo ou teremos de fazer alguma coisa muito dura, como da última vez", afirmou Trump, referindo-se ao ataque contra as instalações nucleares iraniana, em julho.

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Após a ameaça de Trump, o Pentágono informou que colocou um segundo grupo naval de prevenção para ser transferido para o Médio Oriente. "A ordem pode ser dada numa questão de horas", afirmou fonte oficial ao 'Wall Street Journal', adiantando que o porta-aviões em causa deverá deslocar-se da costa leste dos EUA e irá demorar duas semanas a chegar à região. A fonte não identificou o porta-aviões que foi colocado de prevenção, mas o grupo naval do porta-aviões 'USS George H. W. Bush' está atualmente em manobras ao largo da Virginia. Os EUA já têm na região o porta-aviões 'USS Abraham Lincoln', que chegou no final de janeiro.

O envio de um segundo porta-aviões visa, não só consolidar a capacidade ofensiva das forças dos EUA na região, mas também reforçar a capacidade defensiva, uma vez que os sistemas de defesa de um grupo naval de um porta-aviões têm capacidade para intercetar grande quantidade de mísseis e drones. O Irão, recorde-se, ameaçou retaliar contra as bases dos EUA na região e contra Israel se os EUA voltarem a atacar o país.

Esta quarta-feira, após um encontro na Casa Branca com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, Trump garantiu que continua a privilegiar a via negocial. "Insisti que as negociações devem continuar para ver se conseguimos chegar a um acordo ou não", afirmou o presidente dos EUA.

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