Trump anuncia desescalada nas operações do ICE

Residente afirmou que Washington vai “dar um passo atrás”, mas rejeitou que isso signifique o fim das operações.

29 de janeiro de 2026 às 01:30
Donald Trump
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Donald Trump admitiu uma “desescalada” das operações de imigração em Minneapolis após semanas de tensão entre moradores e agentes do ICE, que culminaram na morte de dois norte-americanos.

Em entrevista à Fox News, o Presidente afirmou que Washington vai “dar um passo atrás”, mas rejeitou que isso signifique o fim das operações, descrevendo a mudança apenas como um ajuste estratégico. Uma das alterações é a substituição de Gregory Bovino na coordenação do ICE. O “czar das fronteiras”, Tom Homan, foi enviado para supervisionar a nova abordagem, após reuniões consideradas “produtivas” com o governador do Minnesota e o autarca de Minneapolis.

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Depois da saída de Bovino, a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, enfrenta forte pressão política devido às operações do ICE em Minneapolis. Apesar de mais de 140 democratas apoiarem uma resolução para a sua destituição, e da intensa pressão que também já se começa a sentir no seio republicano, Trump rejeitou demitir Noem. Após uma reunião na Casa Branca, onde foram discutidas novas estratégias de imigração, a administração pondera agora recentrar as operações na fronteira sul do país, afastando o foco de grandes cidades.

Apesar desta mudança de estratégia, Trump defendeu a atuação do ICE, rejeitando que as duas mortes sejam consequência direta das operações de imigração, afirmando que a agência tem retirado “criminosos perigosos” do Minnesota.

Trump classificou as mortes como “incidentes infelizes” e criticou Alex Pretti, o enfermeiro de 37 anos, morto no sábado em Minneapolis, por estar armado no momento do confronto.

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Entretanto, um relatório do Departamento de Segurança Interna, entregue ao Congresso, revela que pelo menos dois agentes disparam sobre Alex Pretti. Segundo o documento, que a CNN e a CBS um dos agentes gritou “tem uma arma!”. “Cinco segundo depois, um agente da Patrulha Fronteiriça disparou a sua Glock 19 e um agente das Alfandegas e Proteção Fronteiriça também disparou a sua Glock 47 contra Pretti”, cita a CNN. Pretti foi atingido por cerca de uma dezena de projéteis disparados à queima-roupa, quando tentava defender uma mulher que tinha sido empurrada por um agente dos serviços de imigração. Depois do tiroteio, um agente afirmou ter ficado com a arma de Pretti, mas vídeos de testemunhas mostram que a arma foi retirada da sua cintura quando já estava no chão e controlado pela polícia, sem nunca a ter empunhado.

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