Trump anuncia eliminação da regulamentação de Biden sobre emissões de metano

Chefe de Estado garantiu que a medida permitirá poupar 45 mil milhões de dólares (40,5 mil milhões de euros), desbloquear grandes quantidades de gás natural do Texas e produzir 210 milhões de barris adicionais de petróleo.

28 de outubro de 2026 às 06:42
Donald Trump Foto: Jacquelyn Martin/AP
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta terça-feira um plano para eliminar as regulamentações sobre as emissões de metano, medida pensada para reduzir custos aos produtores de petróleo e gás.

"Esta noite, ponho oficialmente fim às regulamentações dispendiosas e desnecessárias de [o antecessor na Casa Branca, Joe] Biden relativas ao metano, para poupar dinheiro aos consumidores e aos produtores de energia", afirmou Trump durante um comício eleitoral em Lubbock, no Texas.

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O chefe de Estado garantiu que a medida permitirá poupar 45 mil milhões de dólares (40,5 mil milhões de euros), desbloquear grandes quantidades de gás natural do Texas e produzir 210 milhões de barris adicionais de petróleo.

O anúncio do líder republicano insere-se no âmbito das promessas de impulsionar a produção nacional de combustíveis fósseis e no contexto da defesa da gestão económica que tem vindo a esgrimir na campanha para as eleições legislativas intercalares de 3 de novembro.

As normas de Biden, aprovadas em 2024, obrigavam as empresas a detetar e reparar fugas de metano em instalações de petróleo e gás, a inspecionar periodicamente os equipamentos e a cumprir requisitos mais rigorosos para os poços existentes, incluindo os de baixa produção.

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A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos também pretendia eliminar o programa "Super Emitter", que permite que terceiros identifiquem grandes fugas para que as empresas as investiguem e reparem, assim como a flexibilização das restrições à queima rotineira de gás nos poços.

A proposta de Trump visa reverter parte dessas obrigações, embora não haja informação oficial de que a medida tenha entrado em vigor.

A decisão surge num momento em que a Casa Branca procura responder ao aumento do preço dos combustíveis, provocado em grande parte pelos efeitos da guerra contra o Irão, antes das eleições legislativas.

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Alguns intervenientes da indústria petrolífera têm exercido pressão para que as obrigações de controlo de emissões sejam eliminadas, enquanto as organizações ambientais alertam que uma menor supervisão facilitaria as fugas de metano e aumentaria a poluição nas comunidades próximas das explorações.

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