Trump ataca imprensa e critica manifestantes
Presidente diz que “está em guerra” com a comunicação social.
Donald Trump usou o seu primeiro compromisso oficial como presidente dos EUA para declarar guerra à "imprensa desonesta", acusando os jornais de mentirem sobre o número de pessoas que estiveram presentes na sua tomada de posse na sexta-feira.
Numa visita à sede da CIA, no sábado, Trump disse que a sua tomada de posse tinha sido "a maior de sempre" e acusou a imprensa de mentir ao dizer que estava menos gente do que na investidura de Obama. "Estou em guerra com a comunicação social. Os jornalistas estão entre os seres mais desonestos à face da Terra", disse Trump.
"Esta tentativa de esconder o entusiasmo popular é uma vergonha", acusou o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em conferência de imprensa tensa e sem direito a perguntas. Já ontem, o chefe de gabinete de Trump juntou a sua voz aos ataques, acusando a imprensa de "tentar diminuir a legitimidade do presidente logo no primeiro dia".
"Não vamos aturar isto", afirmou Reince Priebus, prometendo que, a partir de agora, a Casa Branca "responderá taco a taco".
Trump criticou ainda os mais de dois milhões de pessoas que participaram nas manifestações de sábado em defesa dos direitos das mulheres. "Julgava que ainda agora tínhamos tido uma eleição. Porque é que não foram votar?", questionou no Twitter.
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