Trump confessa não ser fã de Zelensky

Presidente dos EUA considera que é mais difícil negociar com o líder de Kiev do que com o Presidente russo, Vladimir Putin.

17 de outubro de 2026 às 01:30
Zelensky e Trump Foto: Foto AP/Alex Brandon
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Donald Trump afirmou não ser um grande admirador do homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerando que é mais difícil negociar com o líder de Kiev do que com o Presidente russo, Vladimir Putin.

“Não sou grande fã de Zelensky”, admitiu o Presidente norte-americano, sublinhando que o presidente da Ucrânia “destruiu aquele país”. As declarações foram feitas numa entrevista à estação norte-americana Newsmax, na quinta-feira, e surgem num momento de crescente tensão entre Washington e Kiev, devido às divergências sobre a estratégia para pôr fim à guerra na Ucrânia.

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“Zelensky não é uma boa pessoa com quem possamos negociar”, acrescentou.

O chefe de Estado norte-americano voltou também a criticar a decisão da Ucrânia de retomar os ataques contra refinarias petrolíferas russas, alegando que estas operações contribuem para a subida dos preços internacionais da energia.

Trump classificou os ataques como uma “vergonha” e defendeu que existem outros alvos militares que Kiev poderia atingir. O Presidente norte-americano questionou ainda a vontade de Zelensky em alcançar um acordo de paz com Moscovo e voltou a defender a realização de eleições na Ucrânia, adiadas devido à lei marcial em vigor desde a invasão russa, em fevereiro de 2022.

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As declarações aprofundam o afastamento entre os dois líderes, depois de Trump ter sugerido, no passado fim de semana, que a Ucrânia deveria escolher um novo Presidente capaz de negociar o fim da guerra. “Sugiro-lhes que elejam um novo líder capaz de chegar a um acordo”, afirmou perante a imprensa na Casa Branca.

Por sua vez, Zelensky afirmou sentir-se traído pela posição norte-americana, sobretudo após o anúncio de um acordo entre Trump e Putin para o fornecimento de gasóleo russo, apesar das sanções impostas a Moscovo. O líder ucraniano considera que a decisão poderá beneficiar a Rússia e comprometer os esforços para travar a invasão. A tensão surge numa altura em que os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra continuam sem resultados concretos, enquanto os ataques entre os dois países prosseguem.

Ontem mais duas pessoas morreram na sequência de ataques russos com drones Shahed, equipados com propulsão a jato, em Kharkiv.

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Já os ataques com drones ucranianos paralisaram temporariamente vários aeroportos russos durante a noite, incluindo os quatro de Moscovo e os de São Petersburgo e Kazan. Algumas aeronaves provenientes da Turquia tiveram de regressar à origem. Moscovo anunciou ter abatido 644 drones em mais de 20 regiões, numa nova escalada dos ataques contra o território russo.

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