Trump disse a russos que despediu Comey por este ser "louco"

"Era maluco, um verdadeiro doido", terá dito o presidente dos Estados Unidos.

19 de maio de 2017 às 20:49
Donald Trump, presidente dos EUA Foto: Getty Images
Donald Trump e James Comey Foto: Getty Images
Norte Pyongan, Presidente, Estados Unidos, Coreia do Norte, Donald Trump, China, Casa Branca, Rússia, União Europeia, ONU Foto: Reuters

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Durante o seu encontro com dirigentes russos na semana passada, o Presidente norte-americano disse que tinha despedido o diretor da polícia federal (FBI, na sigla em Inglês) por este ser "louco", noticiou hoje o The New York Times.

Em resultado da demissão de James Comey, reconheceu Donald Trump, diminuiu a pressão que estava a sofrer por causa das investigações do FBI sobre as alegadas relações da sua campanha eleitoral com agentes russos.

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O diário nova-iorquino baseou a sua notícia num documento que resume a reunião de Trump com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo e o embaixador russo nos EUA, em 10 de maio, no Gabinete Oval, da Casa Branca.

O jornal não viu o documento, mas este foi lido por uma pessoa e confirmado por outra.

"Acabo de despedir o diretor do FBI. Estava louco. Faltava-lhe verdadeiramente um parafuso", disse Trump nessa reunião, segundo as notas agora divulgadas.

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"Estava a sofrer uma grande pressão por causa da Rússia. Já me saiu de cima", detalhou Trump aos dirigentes russos, acrescentou a publicação, citando o documento.

Comey foi demitido por Trump, o que provocou uma avalanche de críticas, porque o FBI e o Departamento de Justiça estavam a investigar a existência de vínculos entre os dirigentes da campanha eleitoral de Trump e o governo russo e o seu possível entendimento para prejudicar a rival na corrida presidencial, Hillary Clinton.

A conversa de Trump e o ministro russo Serguei Lavrov, um dia depois da demissão de Comey, reforça a ideia de que o Presidente norte-americano decidiu substituir o diretor do FBI pela investigação que dirigia sobre aqueles vínculos, ainda segundo o New York Times.

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O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, apesar de não ter desmentido o relato da reunião, disse que a atuação de Comey tinha colocado uma pressão desnecessária sobre a capacidade de Trump contar com a Federação Russa em dossiês como Síria, Ucrânia e o grupo extremista Estado Islâmico.

Spicer disse também que Comey estava a "politizar" a investigação sobre o papel da Rússia nas eleições presidenciais norte-americanas.

A líder dos democratas na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, já reagiu, considerando que Trump "dá todos os dias mais razões para acreditar que ele não respeita o cargo que tem", classificando as declarações sobre Comey como "ridículas".

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Pelosi disse também que, "mais uma vez, (Trump) está a tratar os russos como seus confidentes à custa do sistema de justiça" dos EUA.

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