Trump pede atuação islâmica contra terror
Presidente dos EUA considera que caminho para a paz começa nos países do Médio Oriente.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pronunciou ontem em Riade um discurso ante líderes de 55 países de maioria muçulmana no qual tentou emendar a retórica anti-islâmica que pautou a sua campanha eleitoral e as medidas executivas para bloquear a entrada de visitantes de sete países islâmicos nos EUA.
Na alocução, Trump considerou que os países islâmicos devem liderar o combate ao radicalismo, "aos bárbaros que matam muçulmanos, oprimem as mulheres, perseguem os judeus e assassinam cristãos".
Numa abordagem cautelosa, Trump frisou que o combate ao terrorismo "não é uma luta entre seitas, fés ou civilizações, é um combate entre o bem e o mal". Mas lembrou, ainda assim, a responsabilidade acrescida dos países do Médio Oriente, "pois o caminho para a paz começa aqui, neste solo sagrado", onde cada nação deve "decidir que tipo de futuro quer", sem esperar que seja "o poder dos EUA a esmagar o inimigo", pois os EUA, frisou, vão preferir a paz à guerra e as "reformas graduais às intervenções abruptas".
A etapa seguinte da primeira visita internacional de Trump é Israel, onde hoje inicia contactos com líderes judeus e palestinianos.
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Acordo para travar Daesh
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