Trump quer reintroduzir pelotão de fuzilamento nas execuções federais nos EUA

Presidente dos EUA quer "reverter os esforços" da administração do ex-presidente Biden e revogar a moratória sobre as execuções federais.

24 de abril de 2026 às 18:57
Donald Trump, Presidente dos EUA Foto: Julia Demaree Nikhinson / Associated Press
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A administração Trump anunciou, esta sexta-feira, que pretende reforçar a pena de morte nos EUA, reintroduzindo o pelotão de fuzilamento e a injeção letal. O Departamento de Justiça afirmou ainda que quer "simplificar os processos internos para acelerar os processos de pena de morte".

"[As medidas são] fundamentais para dissuadir os crimes mais bárbaros, fazer justiça às vítimas e proporcionar um encerramento há muito esperado aos familiares sobreviventes", disse o organismo, citado pela CBS News.

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Estas não são medidas propriamente novas. No primeiro mandato de Donald Trump, entre 2017 e 2021, o presidente dos EUA retomou a aplicação de execuções federais depois de estarem paradas quase 20 anos. No entanto, em 2021, Joe Biden instituiu uma moratória sobre as execuções para que as políticas e procedimentos fossem revistos, acabando por conceder clemência a 37 dos 40 reclusos federais condenados à pena de morte, comutando as penas para prisão perpétua sem possibilidade de condicional.

Agora, no segundo mandato, Trump quer "reverter os esforços" da administração do ex-presidente Biden e revogar a moratória sobre as execuções federais, avança a CBS News.

Em comunicado, o Departamento de Justiça dos EUA anuncia que já procurou autorizar a pena de morte para 44 arguidos e que o Procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, já autorizou a execução da pena capital em nove desses casos.

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"A administração anterior falhou no seu dever de proteger o povo americano ao recusar-se a perseguir e aplicar a pena máxima contra os criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de polícias", disse Todd Blanche num comunicado.

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