Trump volta a atacar os media em comício
Evento decorreu ao mesmo tempo que jantar dos correspondentes da Casa Branca.
O presidente dos EUA, Donald Trump, aproveitou no sábado à noite um comício na Pensilvânia, onde celebrou o seu centésimo dia no poder, para fazer novas acusações aos media, ao mesmo tempo que decorria o jantar de correspondentes da Casa Branca.
Trump acusou os media de "incompetentes" e "desonestos" por não reconhecerem os feitos alcançados nos seus primeiros cem dias na Casa Branca. "A minha administração tem estado a trabalhar todos os dias para os grandes cidadãos do nosso país", afirmou. "Nós estamos a cumprir uma promessa atrás da outra, e francamente as pessoas estão realmente felizes por causa disso", acrescentou.
O presidente fez também referência ao "muito, muito aborrecido" jantar de correspondentes da Casa Branca, no qual recusou participar, tornando-se o primeiro chefe de Estado norte-americano a não estar presente desde Ronald Reagan, em 1981. "Neste momento, um grande grupo de atores de Hollywood e profissionais dos media de Washington estão a consolarem-se uns aos outros no salão de um hotel na capital da nossa nação."
Em relação aos entraves que teve nos primeiros cem dias do seu mandato, como a dificuldade em aprovar no Congresso o novo plano de saúde e o bloqueio de tribunais ao seu decreto anti-imigração, Trump culpou os democratas, mas garantiu que todas as promessas que fez serão cumpridas. "Nós vamos construir o muro, povo, não se preocupem com isso", avisou.
PORMENORES
Decisão sobre acordo
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai tomar "uma grande decisão" sobre o Acordo de Paris, relativo às alterações climáticas, "nas próximas duas semanas".
Convite ao PR filipino
Trump convidou no sábado o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, a visitar os EUA, numa chamada que abordou as preocupações do presidente com a Coreia do Norte.
Portugueses nos EUA
Os portugueses nos Estados Unidos da América que apoiaram ou criticaram Trump durante a campanha continuam divididos, segundo líderes comunitários contactados pela agência Lusa. O luso-americano Francisco Semião considerou difícil fazer uma avaliação, "porque o país continua muito polarizado".
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