Trump volta à carga contra críticos e jornais
Presidente diz que nunca comparou extremistas de direita com ativistas de esquerda.
O presidente dos EUA, Donald Trump, negou ontem ter feito uma equivalência moral entre nazis e aqueles que se lhes opõem, acusando os críticos e a imprensa de deturparem as suas palavras relativamente aos tumultos em Charlottesville. Isso não impediu Trump de lamentar a retirada de estátuas em honra de militares do sul racista na guerra civil americana, situação que esteve na origem dos tumultos de Charlottesville.
"É triste ver a história e a cultura do nosso país despedaçada com a retirada de belos monumentos", escreveu Trump no Twitter, acrescentando: "Não se pode mudar a História, mas podemos aprender com ela."
Em paralelo, chamou "mentirosos" aos senadores republicanos Lindsey Graham e Jeff Flake, que o acusaram de defender os racistas envolvidos na violência em Charlottesville. "É uma mentira repugnante. Ele simplesmente não consegue esquecer que foi esmagado nas eleições", disse Trump, lembrando a Graham a sua candidatura falhada às presidenciais.
A atitude do presidente suscitou especulações sobre a demissão iminente de figuras importantes do governo, como Gary Cohn, conselheiro económico de Trump.
"Danos duradouros"
O ex-diretor dos serviços secretos dos EUA John Brennan considera que Trump vai "causar danos duradouros" aos EUA e à sua posição no Mundo. Indo mais longe, Brennan condenou a reação à violência em Charlottesville, dizendo que as palavras de Trump "são uma desgraça nacional".
Homenagem na Virgínia
Centenas de pessoas reuniram-se ontem num teatro de Charlottesville para homenagear Heather Heyer, de 32 anos, atropelada mortalmente por um simpatizante nazi durante os tumultos na cidade da Virgínia.
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