"Trump atacou valores dos EUA"
Candidato diz que "não há outra hipótese".
A proposta do candidato republicano Donald Trump de proibir a entrada no país a todos os muçulmanos gerou uma autêntica tempestade política nos EUA. As condenações sucedem-se e até os colegas republicanos consideram que o candidato foi longe demais.
"Trump está completamente desequilibrado. As suas propostas não são sérias", disse Jeb Bush, rival de Trump na corrida à Casa Branca. "Este é mais um exemplo das divisões que semeia de cada vez que respira", afirmou, por seu lado, o republicano John Kasich, enquanto o antigo vice-presidente Dick Cheney acusou Trump de ir "contra tudo aquilo que a América representa e acredita". Já a Casa Branca falou num "ataque aos valores da América" e a candidata democrata Hillary Clinton considerou os comentários "repreensíveis, preconceituosos e divisivos".
Indiferente às críticas, Trump insistiu na sua proposta, afirmando que os EUA "não têm outra hipótese" e citou uma sondagem de um instituto conservador que diz que 25% dos muçulmanos dos EUA consideram "justificados" os ataques à América. O milionário lembrou ainda as medidas tomadas na II Guerra Mundial pelo presidente Franklin Roosevelt, que mandou deter todos os japoneses, alemães e italianos residentes nos EUA. "Não pretendo fazer isso", sublinhou.
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