Tunísia acusa Turquia de facilitar passagem a 'jihadistas'

A acusação foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros tunisino.

02 de abril de 2015 às 19:40
turkey, refugees Foto: Murad Sezer/Reuters
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A Tunísia acusou esta quinta-feira a Turquia de facilitar a passagem de combatentes com destino aos vizinhos Síria e Iraque, onde milhares de cidadãos se juntaram às fileiras de grupos extremistas islâmicos.

A acusação, feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros tunisino, Taieb Baccouche, surge apenas duas semanas depois de o grupo Estado Islâmico ter reivindicado a autoria do atentado mortal contra turistas no Museu Nacional do Bardo.

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A Tunísia diz que 3.000 dos seus cidadãos estão a lutar em grupos 'jihadistas' na Síria, no Iraque e na Líbia e que 500 veteranos radicalizados pelo combate regressaram ao país, onde são considerados uma ameaça à segurança.

"Pedimos ao nosso embaixador na Turquia para chamar a atenção das autoridades turcas para o facto de que não queremos uma nação muçulmana como a Turquia a ajudar direta ou indiretamente o terrorismo na Líbia facilitando a circulação de terroristas", declarou.

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Segundo o chefe da diplomacia tunisino, a Turquia é "um ponto de passagem" para combatentes que vão para a Síria ou para aqueles que viajam para a Líbia e depois se infiltram, através da permeável fronteira, na Tunísia.

A Tunísia indicou que os dois homens que mataram 22 turistas estrangeiros e um polícia no Museu do Bardo a 18 de março receberam treino de manuseamento de armas na Líbia, onde o grupo extremista Estado Islâmico (EI) se instalou há alguns meses.

Os dois atacantes foram abatidos e, no domingo, a Tunísia anunciou ter também matado o alegado líder dos 'jihadistas' que estaria por detrás do atentado, o cidadão argelino Lokmane Abou Sakhr.

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A Turquia tem sido repetidamente criticada pelos seus aliados ocidentais por não fazer o suficiente para pôr termo à passagem por território turco de cidadãos europeus que pretendem juntar-se aos 'jihadistas' do Estado Islâmico na Síria.

Ancara reportou algumas detenções nos últimos meses e insiste em que está a fazer tudo o que pode para controlar a fronteira.

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