UE critica plano de May para proteger europeus que vivem no Reino Unido

Garantias apresentadas pela líder britânica, Theresa May, consideradas "muito vagas".

24 de junho de 2017 às 09:26
Theresa May cumprimenta Donald Tusk na cimeira de líderes europeus em Bruxelas Foto: Reuters
Theresa May Foto: Getty Images
Theresa May Foto: Getty Images
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A primeira ministra britânica, Theresa May Foto: Reuters
Theresa May, Primeira-ministra do Reino Unido Foto: Reuters
Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido Foto: Reuters

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A primeira-ministra britânica, Theresa May, foi ontem criticada, na cimeira de líderes europeus em Bruxelas, por apresentar um projeto "muito vago" para garantir os direitos dos cidadãos da UE a residir no Reino Unido após o Brexit. May discorda e considera que apresentou "uma proposta justa e séria".

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, considerou que a proposta fica "aquém das expectativas" e o presidente da Comissão Europeia, Jean- -Claude Juncker, falou de "um primeiro passo insuficiente".

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O primeiro-ministro belga, Charles Michel, foi ainda mais crítico, considerando a proposta "demasiado vaga". Mas May insiste que dá garantias sérias. "Os cidadãos da UE que fizeram a sua vida no Reino Unido poderão ficar e os seus direitos serão garantidos", afirmou: "Não haverá famílias separadas".

Os pormenores do plano serão apresentados por escrito na segunda-feira, anunciou May.

Mas, para lá dos detalhes do projeto, um pomo de discórdia nesta matéria diz respeito à resolução de conflitos. A UE entende que deve caber aos tribunais europeus deliberar sobre questões relativas a cidadãos da UE, enquanto May quer que a jurisdição seja dos tribunais britânicos.

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Agência de Medicamentos

A UE lançou oficialmente o concurso para decidir para onde irão, após o Brexit, as sedes da Agência Europeia de Medicamentos e da Autoridade Bancária Europeia, ambas sediadas no Reino Unido. O voto decisivo terá lugar em novembro.

Restringir vistos

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A UE decidiu ontem restringir a emissão de vistos para países que recusem receber de volta cidadãos que tenham visto recusados processos de legalização ou pedidos de asilo na Europa. Países como o Bangladesh e a Nigéria costumam recusar a readmissão de cidadãos.

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