União Africana e vários países do continente enviam mensagens de solidariedade à Venezuela

Presidente da Comissão da UA também prestou homenagem "à coragem e dedicação" das equipas de resgate e de todo o pessoal mobilizado para assistir as populações afetadas.

26 de junho de 2026 às 13:57
Equipas de resgate continuam a trabalhar no meio dos destroços em Caracas, na Venezuela Foto: Ronald Peña R/EPA
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O presidente da Comissão da União Africana e vários países africanos expressaram a sua solidariedade com o Governo e o povo da Venezuela após os terramotos devastadores e mortíferos no país sul-americano.

O presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, expressou a sua solidariedade com o Governo e o povo da Venezuela num comunicado publicado no final do dia de quinta-feira em que transmitiu as suas "mais sinceras condolências" às famílias das vítimas e desejou "uma pronta e plena recuperação" aos feridos.

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O presidente da Comissão da UA também prestou homenagem "à coragem e dedicação" das equipas de resgate e de todo o pessoal mobilizado para assistir as populações afetadas.

"Nestas dolorosas circunstâncias, o presidente reafirma a solidariedade da UA com o Governo e o povo venezuelano", referiu-se no comunicado.

Além disso, expressou o seu desejo de que as operações de socorro, recuperação e reconstrução permitam às comunidades afetadas "superar este difícil teste o mais rapidamente possível".

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O Presidente angolano, João Lourenço, manifestou numa mensagem partilhada na página de Facebook da presidência angolana, solidariedade à chefe de Estado interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, na sequência do terramoto que causou até agora 589 mortos e elevados danos materiais.

Também o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, enviou esta sexta-feira condolências à Venezuela pela "irreparável perda" causada por dois sismos, manifestando confiança na capacidade de resiliência do povo venezuelano para ultrapassar o "momento difícil".

O chefe do Estado moçambicano manifestou profundo pesar pela tragédia que atingiu aquele país e as mais sentidas condolências à Presidente interina, ao povo venezuelano e, em particular, às famílias das vítimas.

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O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, afirmou também esta sexta-feira através da rede social X, que "em nome do Governo e do povo do Uganda", quer expressar o seu "mais sincero pêsame ao Governo e ao povo da Venezuela pela catástrofe natural que sofreram".

"Rezamos para que as operações de busca e salvamento que estão a decorrer consigam evitar que o número de vítimas mortais, já elevado, continue a aumentar", acrescentou.

O vice-Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Obiang Mangue, conhecido popularmente como Teodorín, também expressou a sua profunda solidariedade.

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As mensagens de apoio da UA surgem enquanto a Venezuela continua os esforços de busca e salvamento após os dois terramotos de magnitude 7.2 e 7.5 registados na noite de quarta-feira.

As autoridades venezuelanas continuam também à procura de dezenas de desaparecidos, enquanto vários países enviaram equipas de resgate e ajuda humanitária para colaborar na emergência.

Entre eles estão Portugal, Espanha, México, Estados Unidos, El Salvador e República Dominicana, enquanto as Nações Unidas coordenam o envio de equipas internacionais de busca e salvamento para assistir as zonas mais afetadas.

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A missão portuguesa para ajudar nas buscas e salvamento após os sismos na Venezuela deverá partir esta sexta-feira, anunciou o ministro da Administração Interna portuguesa, Luís Neves, sublinhando que Portugal está preparado para reforçar o apoio no terreno.

Os dois grandes sismos registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 589 mortos e 2 980 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos nove portugueses e luso-descendentes.

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Os sismos de magnitude 7.2 e 7.5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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