Vários países alertam cidadãos para a violência no México após morte do líder do cartel de Jalisco
Morte de 'El Mencho' pelos militares tem levado a uma onda de violência.
As embaixadas dos Estados Unidos, Canadá, Argentina, Alemanha, França, Polónia e Rússia alertaram este domingo os seus cidadãos no México para a violência em vários estados do país, após a morte do líder do cartel Jalisco Nueva Generación.
A embaixada dos Estados Unidos pediu aos seus cidadãos que permaneçam nas suas casas em várias regiões, incluindo Jalisco, Baja California, Quintana Roo e áreas de Guanajuato, Guerrero, Michoacán, Oaxaca, Nuevo León e Tamaulipas.
O pessoal diplomático em Tijuana, Guerrero, Michoacán e Quintana Roo foi igualmente aconselhado a permanecer em casa e alertado sobre os efeitos da morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), nos voos e suspensão dos serviços de transporte em Puerto Vallarta.
O Canadá declarou-se "profundamente alarmado" com os confrontos armados e bloqueios em Jalisco e pediu aos seus cidadãos para evitarem sair às ruas, especialmente em Puerto Vallarta, onde foram emitidas ordens de confinamento. Companhias aéreas como a Air Canada suspenderam voos para esse destino.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Argentina recomendou aos seus cidadãos que avaliem cuidadosamente a necessidade de viajar para Jalisco e aconselhou a que adiem viagens "não essenciais".
Enquanto isso, as embaixadas da Alemanha e de França instaram os seus nacionais a permanecer em locais seguros, evitar multidões e a seguirem rigorosamente as instruções das autoridades locais em caso de distúrbios e bloqueios.
A Polónia recomendou aos seus cidadãos em Jalisco e estados vizinhos que sigam rigorosamente as instruções das autoridades locais; e a Rússia pediu o adiamento de viagens a Jalisco e a limitação de deslocações, enquanto a Ucrânia apelou à calma, ao acompanhamento das informações oficiais e ao cumprimento das recomendações de segurança.
Os alertas surgiram após uma onda de bloqueios de estradas, veículos e negócios incendiados, bem como confrontos que ocorreram em, pelo menos, uma dezena de estados do país, após a morte do líder do CJNG em Jalisco.
Oseguera Cervantes foi morto pelas forças militares durante uma operação em Tapalpa, 130 quilómetros ao sul de Guadalajara, capital de Jalisco. El Mencho, de 59 anos, era um dos criminosos mais procurados pelas autoridades mexicanas e norte-americanas, que ofereciam até 15 milhões de dólares (cerca de 12,7 milhões de euros ao câmbio atual) por informações que levassem à sua captura.
A sua morte é um dos golpes mais duros desferidos ao narcotráfico desde a prisão dos fundadores do cartel de Sinaloa, Joaquín Guzmán "El Chapo" e Ismael "Mayo" Zambada, detidos nos Estados Unidos.
O cartel de Oseguera foi formado em 2009 e tornou-se um dos grupos de narcotraficantes mais violentos do México, de acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Washington classificou o cartel Jalisco Nueva Generación como uma organização terrorista e acusaram a organização criminosa de tráfico de cocaína, heroína, metanfetaminas e fentanil.
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