Vendas chinesas de terras raras caem 23% em julho após 'boom' causado pelo acordo com EUA

Em junho, o país tinha registado um aumento de 32%.

07 de agosto de 2025 às 07:49
Bandeira China Foto: EPA
Partilhar

As exportações chinesas de terras raras caíram cerca de 23% entre junho e julho, após terem disparado 32% no mês anterior, depois de Pequim prometer agilizar as licenças para exportação destes minérios essenciais ao fabrico de tecnologia.

De acordo com cálculos feitos pela agência EFE com base nos números divulgados esta quinta-feira pela Administração Geral das Alfândegas da China, o volume de terras raras vendido pelo país asiático para o resto do mundo caiu 22,58% em julho em comparação com os dados de junho, embora em termos homólogos tenha aumentado 21,42%.

Pub

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, a China exportou 13,3% mais terras raras do que no mesmo período de 2024, de acordo com os relatórios da alfândega, que revelam, no entanto, que o valor dessas vendas diminuiu 23,3%.

Os dados preliminares divulgados esta quinta-feira não discriminam por elementos -- aglutinam o total das vendas de terras raras -- nem por país de destino.

Desde 02 de abril, no âmbito da escalada tarifária com os Estados Unidos, Pequim impôs um novo regime de licenças que obriga as empresas estrangeiras a solicitar autorizações para exportar 7 dos 17 minerais do grupo das terras raras (samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio) e ímanes derivados, alegando motivos de segurança nacional.

Pub

Isso provocou uma queda nas vendas para o exterior em abril (-15,56%), mas os números tinham subido fortemente em março (+22,57% por comparação com o mês anterior) e voltaram a subir em junho (+32,02%, mais uma vez, em cadeia), especialmente após o acordo alcançado neste último mês na ronda de negociações comerciais que a China e os Estados Unidos celebraram em Londres, no qual Pequim assumiu o compromisso mencionado de agilizar as licenças.

Os controlos são especialmente prejudiciais para os setores que mais precisam desses materiais -- destacam-se também a indústria automóvel e a defesa. A China processou 99% das terras raras pesadas utilizadas em todo o mundo em 2024 e possui quase metade (49%) das reservas desses elementos.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar