Venezuela assina acordo com Repsol e ENI para "garantir fornecimento de gás"

Acordo "garante o fornecimento de gás" na Venezuela para o desenvolvimento nacional e o consumo interno, além de permitir exportações, frisou a governante.

13 de março de 2026 às 00:18
Bandeira, Venezuela Foto: Getty Images
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A Venezuela assinou quinta-feira um acordo para "garantir o fornecimento de gás" com a empresa espanhola Repsol e a italiana Eni, divulgou a presidente interina Delcy Rodríguez.

"Estou muito satisfeita por se tratar de duas empresas europeias que permaneceram na Venezuela, que acreditaram na Venezuela e que não viraram as costas ao nosso povo", declarou a presidente interina num discurso na emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV).

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Delcy Rodríguez agradeceu às empresas por permanecerem na Venezuela durante os "momentos mais difíceis" e salientou que, como resultado deste trabalho, foi assinado um acordo para a exploração de Cardón IV, um dos maiores campos de gás da América Latina, que "produz atualmente 580 milhões de pés cúbicos de gás por dia", segundo o 'site' da multinacional espanhola.

O acordo "garante o fornecimento de gás" na Venezuela para o desenvolvimento nacional e o consumo interno, além de permitir exportações, frisou a governante.

O acordo foi assinado pela nova ministra dos Hidrocarbonetos, Paula Henao e por responsáveis da empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), incluindo o seu presidente, Héctor Obregón, e, em representação da Repsol e da Eni, Gonzalo Antonio Carrillo Recalde, segundo a VTV.

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A Repsol "está empenhada em expandir os seus investimentos e capacidade produtiva com a PDVSA no plano estratégico 2026-2028", acrescentou o canal estatal, que já tinha noticiado a participação de Francisco Gea Pascual de Riquelme, diretor geral de exploração e produção e membro do Comité Executivo da empresa espanhola, na reunião.

Em fevereiro, a Repsol anunciou que se preparava para "restaurar e retomar" as operações diárias na Venezuela depois de receber as licenças que lhe permitem operar no país, segundo o então CEO da petroquímica, Josu Jon Imaz.

Neste sentido, o Imaz indicou que o primeiro contributo será a continuidade do fornecimento de gás, necessário para o sistema elétrico venezuelano, ao mesmo tempo que aumenta simultaneamente a sua produção.

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Em relação à produção de petróleo, afirmou que a empresa retomará as operações normais, o que inclui o envolvimento da sua equipa nas operações, "investindo na modernização das instalações de produção, como bombas e outros equipamentos".

Em 09 de janeiro, Imaz participou numa reunião na Casa Branca com o Presidente dos EUA, Donald Trump, vários membros do seu gabinete e representantes de quase vinte empresas petrolíferas.

Nesse encontro, Imaz disse ao Presidente norte-americano que a empresa espanhola estava preparada para "investir fortemente na Venezuela" e triplicar a sua produção de crude no país sul-americano, para aproximadamente 135 mil barris por dia.

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Em janeiro, semanas após o ataque dos EUA ao país, que levou à captura do ex-líder venezuelano, Nicolás Maduro, a Assembleia Nacional (Parlamento), controlada pelo regime chavista, aprovou por unanimidade a reforma da Lei dos Hidrocarbonetos, promovida por Rodríguez, para incentivar o investimento estrangeiro.

O Governo liderado pelo Presidente norte-americano Donald Trump estabeleceu para o futuro da Venezuela um processo de três fases --- estabilização, recuperação e transição democrática.

A ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, sucessora de Maduro, lidera a primeira dessas fases, em vez da líder da oposição Corina Machado, e tem sido constantemente elogiada por Trump pela sua estreita cooperação com Washington.

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