Venezuela pede medicamentos
Federação Farmacêutica lançou um apelo à Organização Mundial da Saúde.
A Federação Farmacêutica da Venezuela (Fefarven) lançou esta segunda-feira um apelo à Organização Mundial da Saúde (OMS) e a outros organismos internacionais para que enviem medicamentos que escasseiam no país.
"Há doentes que estão a morrer devido à crise humanitária que estamos a viver", disse o presidente da Fefarven ao canal privado de notícias Globovisión. Freddy Ceballos disse acreditar que o Governo venezuelano não porá obstáculos para "receber, de parte de instituições como a OMS, a ajuda humanitária necessária, alguns medicamentos como os de alto custo, para pacientes com cancro".
Segundo aquele responsável, as falhas gerais no abastecimento de medicamentos na Venezuela rondam os 80% e o Governo venezuelano deve 4 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros) ao setor farmacêutico, pelas importações de medicamentos e matérias-primas.
Freddy Ceballos frisou ainda que a Fefarven apoia a decisão da Assembleia Nacional - em que a oposição tem a maioria desde as eleições de dezembro de 2015 - que na semana passada declarou o setor da saúde em "emergência humanitária devido à falta de medicamentos e matérias-primas medicinais no país".
A decisão do parlamento, segundo a Fefarven "de alguma maneira ativa os mecanismos internacionais para ajudar os pacientes" da Venezuela, que carecem de antibióticos, broncodilatadores, medicamentos para a próstata, para a hipertensão arterial e anticonvulsivos, entre outros.
Por outro lado, a Fefarven precisou que atualmente faltam no mercado venezuelano cerca de 70% dos 150 medicamentos estabelecidos pela OMS como de acesso obrigatório.
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