Venezuela pede medicamentos

Federação Farmacêutica lançou um apelo à Organização Mundial da Saúde.

01 de fevereiro de 2016 às 18:29
Federação Farmacêutica da Venezuela, Organização Mundial da Saúde, tratamentos Foto: Getty Images
Partilhar

A Federação Farmacêutica da Venezuela (Fefarven) lançou esta segunda-feira um apelo à Organização Mundial da Saúde (OMS) e a outros organismos internacionais para que enviem medicamentos que escasseiam no país.

"Há doentes que estão a morrer devido à crise humanitária que estamos a viver", disse o presidente da Fefarven ao canal privado de notícias Globovisión. Freddy Ceballos disse acreditar que o Governo venezuelano não porá obstáculos para "receber, de parte de instituições como a OMS, a ajuda humanitária necessária, alguns medicamentos como os de alto custo, para pacientes com cancro".

Pub

Segundo aquele responsável, as falhas gerais no abastecimento de medicamentos na Venezuela rondam os 80% e o Governo venezuelano deve 4 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros) ao setor farmacêutico, pelas importações de medicamentos e matérias-primas.

Freddy Ceballos frisou ainda que a Fefarven apoia a decisão da Assembleia Nacional - em que a oposição tem a maioria desde as eleições de dezembro de 2015 - que na semana passada declarou o setor da saúde em "emergência humanitária devido à falta de medicamentos e matérias-primas medicinais no país".

A decisão do parlamento, segundo a Fefarven "de alguma maneira ativa os mecanismos internacionais para ajudar os pacientes" da Venezuela, que carecem de antibióticos, broncodilatadores, medicamentos para a próstata, para a hipertensão arterial e anticonvulsivos, entre outros.

Pub

Por outro lado, a Fefarven precisou que atualmente faltam no mercado venezuelano cerca de 70% dos 150 medicamentos estabelecidos pela OMS como de acesso obrigatório.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar