Vingança tribal dizima cristãos
Pelo menos meio milhar de pessoas de três aldeias cristãs localizadas junto à cidade de Jos, no centro da Nigéria, foram mortas na sequência de um massacre perpetrado por um grupo étnico muçulmano. Os agressores, pastores nómadas da etnia fulani, vingaram as baixas infligidas por cristãos da etnia berom, em Janeiro, quando morreram mais de 400 membros das duas etnias na sequência de um ataque contra os fulani, acusados de roubo de gado.
A maior parte das vítimas da brutal e sanguinária investida do passado fim-de-semana são mulheres, crianças e idosos, tendo todos sido mortos com machetes e as suas casas queimadas em Jos, capital do estado de Plateau. Algumas vítimas foram capturadas com redes de pesca e armadilhas para animais, após o que foram esfaqueadas até à morte. Os relatórios mais recentes dos serviços de segurança sugerem que "extremistas islâmicos" encorajaram a matança, na sequência da qual pelo menos 95 pessoas foram detidas.
Na última noite não houve violência. As forças de segurança de Plateau e dos estados vizinhos estão em alerta máximo para evitar que o conflito assuma maiores proporções, isto depois de em Janeiro quatro dias de violentos confrontos terem matado mais de 400 pessoas, muitas delas lançadas vivas para poços.
O Vaticano já manifestou "dor e preocupação" pelos "horríveis" episódios de violência.
PORMENORES
CAPITAL PORTUGUESA
Lagos, a antiga capital da Nigéria, não existe na língua local, o yoruba. A povoação ali existente chamava-se Eko e foi o navegador português Rui de Sequeira quem, em 1472, lhe mudou a toponímia.
50%
de muçulmanos tem maioria nos 151 milhões de habitantes. Os cristãos somam 40%.
GIGANTE DO PETRÓLEO
A Nigéria alterna com Angola no primeiro lugar dos países africanos exportadores de petróleo.
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