Vírus Zika: infeção atinge quatro milhões
Vírus foi detetado em 23 países do continente americano.
O vírus Zika está a alastrar "de forma explosiva" e pode transformar-se numa pandemia global. Quem o diz é a Organização Mundial de Saúde (OMS) que reuniu em Genebra, Suíça, um comité de emergência e alertou que o Zika pode atingir quatro milhões de pessoas até ao final do ano.
O Zika, recorde-se, é relacionado com o aumento de casos de bebés que nascem com microcefalia no Brasil e em outros países da América Latina. A expansão do vírus pode ainda explicar o aumento, verificado em países como a Polinésia Francesa, de casos da síndrome de Guillan-Barré, que afeta o sistema nervoso e os músculos, e que pode ser fatal.
"Não foi estabelecida ainda uma relação causal entre o Zika e as malformações do feto, mas há fortes suspeitas", referiu a diretora da OMS, Margaret Chan, considerando que o alerta da organização é elevado devido à perigosidade da epidemia. Primeiro, pela referida ligação do Zika com a microcefalia em bebés. Depois, porque já se disseminou por duas dezenas de países e ainda porque as populações mais expostas não têm imunidade ao vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo que transmite a dengue e a chicungunha. Acresce que nos próximos anos não haverá vacina para o vírus e não existem também ferramentas de diagnóstico precoce.
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