Vítimas do iate de luxo que naufragou em Itália morreram sufocadas
Terão consumido todo o oxigénio na bolha de ar da cabina onde estavam.
Pelo menos quatro das sete vítimas do naufrágio do iate de luxo ‘Bayesian’ ao largo da Sicília, em Itália, há cerca de três semanas, morreram sufocadas e não afogadas. Os resultados das autópsias aos corpos do presidente do banco Morgan Stanley, Jonathan Bloomer, do advogado Chris Morvillo e das respetivas mulheres revelaram que nenhum tinha água nos pulmões.
Segundo a imprensa italiana, os exames sugerem que os quatro consumiram todo o oxigénio na bolha de ar da cabina em que foram descobertos, antes de se tornar tóxica, devido ao dióxido de carbono.
Os médicos forenses apontam para uma “morte por confinamento”, também conhecida por “por afogamento seco”. Faltam realizar as autópsias do empresário Mike Lynch e da filha de 18 anos, e também do cozinheiro. A investigação ao naufrágio continua, tendo como alvo três tripulantes, entre os quais o capitão. Há suspeitas de homicídio por negligência. O iate, de 56 metros, construído em 2008, afundou-se em poucos minutos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt