Vive durante quatro anos com cadáver da mãe debaixo de lixo

Mulheres eram acumuladoras e as autoridades demoraram horas para conseguir entrar na habitação.

21 de março de 2018 às 20:11
Gaynor Jones, Valerie Jones, acumuladores, lixo Foto: Whales News Service
Gaynor Jones, Valerie Jones, acumuladores, lixo Foto: Whales News Service
Gaynor Jones, Valerie Jones, acumuladores, lixo Foto: Whales News Service
Gaynor Jones, Valerie Jones, acumuladores, lixo Foto: Whales News Service

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O cadáver de Gaynor Jones, de 87 anos, foi encontrado enterrado debaixo do lixo acumulado no interior da sua habitação, no País de Gales. A filha da vítima, Valerie, de 56 anos, conviveu com o cadáver durante quatro anos até as autoridades a salvarem dos sacos que colapsaram sobre si.

De acordo com o Daily Mail, a polícia foi chamada ao local pelos vizinhos que estavam preocupados com as mulheres após vários meses sem ver nenhuma das duas.

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Ao chegar ao local, a entrada estava barricada com lixo e foram necessárias algumas horas de trabalho para conseguir entrar.

Os bombeiros e agentes tiveram de "atravessar a montanha de lixo podre" até encontrar Valerie, caída numa das divisões, e imobilizada por vários sacos de despojos que acumulara dentro da habitação.

Segundo o relatório médico, a mulher estava "gravemente desidratada" e inspirava cuidados médicos devido a ferimentos causados pelos roedores, que viviam na casa, e pela exposição prolongada a "objetos e alimentos em decomposição".

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As limpezas do local continuaram durante quatro dias e no último, a empresa responsável pela higienização convocou novamente as autoridades para "recolher o cadáver de uma idosa encontrado debaixo do lixo".

Valerie negou ter conhecimento da presença da mãe na habitação, que ambas partilhavam desde a morte do seu pai, e afirmou que pensava que a mulher tinha ido viver para um lar.

Os vizinhos descrevem as familiares como "estranhas", "reservadas" e "solitárias". Ambas só eram vistas após o anoitecer e passavam várias semanas sem sair de casa, pois quando o faziam era para "comprar mantimentos para vários meses e evitar sair durante outro longo período".

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As mulheres viviam na habitação, que estava na família há várias gerações, sem eletricidade, água ou saneamento. Devido ao estado de abandono, o website local que gere casas com valor patrimonial já a havia considerado como abandonada.

A morte da idosa está a ser investigada e a filha continua internada.

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