Volkswagen admite "condutas erróneas"
Apontadas também "falhas na manipulação de emissões".
Os primeiros resultados das investigações sobre a manipulação das emissões de óxido de nitrogénio no grupo Volkswagen mostra que foram manchadas por "condutas erróneas e falhas de alguns trabalhadores".
O presidente executivo do grupo alemão, Matthias Müller, disse esta quinta-feira em conferência de imprensa em Wolfsburgo, sede da empresa, que a Volkswagen "vai começar a implementar soluções a partir de janeiro de 2016" e que as autoridades europeias "avaliaram positivamente" as soluções técnicas para os clientes na Europa.
A Volkswagen reconheceu que houve deficiências em alguns processos, o que favoreceu a falta de ética laboral de algumas pessoas, por exemplo, nos testes e processos de certificação que afetam os dispositivos de controle do motor.
Os veículos afetados em Portugal pela fraude cometida pelo grupo Volkswagen são 125.491, segundo o relatório preliminar apresentado pelo grupo de trabalho criado pelo Governo.
Emissão de poluentes
Segundo o documento apresentado pelo Ministério da Economia do Governo anterior, há em Portugal 102.140 veículos afetados das marcas Volkswagen, Audi e Skoda e mais 23.351 da marca Seat.
No total, são assim 125.491 os veículos com dispositivos que manipulam os dados quanto à emissão de poluentes.
Quando foi conhecido o escândalo, o Governo criou um grupo de trabalho para acompanhar o impacto da fraude da Volkswagen e não se sabe, até ao momento, se com o novo Governo de António Costa, esse grupo de trabalho se mantém.
O grupo Volkswagen detém em Portugal a fábrica da Autoeuropa.
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