Von der Leyen admite que as alegações de corrupção são "muito graves"
Presidente da Comissão Europeia defende a criação de um órgão independente de ética aplicável a todas as instituições europeias.
A presidente da Comissão Europeia admitiu, esta segunda-feira, que as alegações de corrupção contra a vice-presidente do Parlamento Europeu Eva Kaili são "muito graves" e defendeu a criação de um órgão independente de ética aplicável a todas as instituições europeias.
"As alegações contra a vice-presidente do Parlamento Europeu suscitam a maior preocupação, são muito graves. Está em causa a confiança das pessoas nas nossas instituições. E esta confiança nas nossas instituições exige elevados padrões de independência e integridade", começou por declarar Ursula Von der Leyen, quando questionada sobre o assunto durante uma conferência de imprensa na sede da Comissão, em Bruxelas.
Lembrando que "há regras muito claras para todos os comissários" e que o executivo comunitário já tem o seu código de conduta e publica de forma transparente o registo de reuniões de membros do colégio com representantes de interesses, Von der Leyen recordou que, em março passado, já propôs "a criação de um órgão de ética independente que abranja todas as instituições da União Europeia (UE)", a ser estabelecido "com os mais elevados padrões".
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