Xi Jinping exige mobilização de todos os meios nas operações de resgate no Tibete
Liderança chinesa destacou as dificuldades e os riscos enfrentados pelas equipas de emergência na região de Gyirong.
Presidente chinês, Xi Jinping, pediu esta sexta-feira a mobilização de "todos os meios disponíveis" para localizar e resgatar os desaparecidos no Tibete, "sejam chineses ou estrangeiros", durante uma reunião da liderança do Partido Comunista Chinês (PCC).
Xi presidiu esta sexta-feira a uma reunião da liderança do PCC sobre as operações de resgate no Tibete, onde 558 pessoas continuam desaparecidas após as devastadoras enxurradas de quarta-feira.
"Devem ser mobilizados todos os meios disponíveis para localizar e resgatar as pessoas desaparecidas, sejam chinesas ou estrangeiras", afirmaram os dirigentes durante a reunião, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.
A liderança chinesa destacou as dificuldades e os riscos enfrentados pelas equipas de emergência na região de Gyirong, junto à fronteira com o Nepal.
“A zona está repleta de glaciares, lagos glaciares e importantes riscos geológicos, o que torna as operações de resgate extremamente difíceis”, indicaram os dirigentes, citados coletivamente pela agência estatal.
As operações de busca e retirada de residentes e turistas no centro da zona devastada foram hoje suspensas temporariamente, depois de uma vasta albufeira natural formada a montante ter começado a transbordar.
Segundo a televisão estatal CCTV, o posto de comando avançado enviou uma comunicação de emergência às equipas de resgate, alertando que a água estava a escoar-se da albufeira em direção a Gyirong.
“Todas as equipas de resgate receberam, por isso, ordens para permanecerem onde estão e aguardarem novas instruções”, afirmou um jornalista da estação no local.
A polícia do Nepal emitiu entretanto um alerta após ter recebido informações sobre uma alegada rutura de um lago na vertente tibetana.
As autoridades chinesas indicaram, porém, apenas que a albufeira começou a transbordar, não havendo até ao momento confirmação oficial de uma rutura.
A albufeira formou-se devido à acumulação de lama e rochas que bloqueou um curso de água após as enxurradas e continha, na quinta-feira, mais de dois milhões de metros cúbicos de água, segundo a CCTV.
As autoridades estimam que possa receber mais três milhões de metros cúbicos nos próximos três dias devido à chuva persistente, com o nível da água a atingir o ponto máximo em 01 de setembro.
A acumulação situa-se a cerca de 2.950 metros de altitude, quase 1.000 metros acima da passagem fronteiriça de Gyirong, pelo que uma descarga repentina poderá provocar novas cheias ou deslizamentos de lama a jusante.
Do lado chinês, a catástrofe causou três mortos e deixou 558 pessoas desaparecidas, entre as quais 260 estrangeiros.
No Nepal, a polícia elevou hoje para 469 o número de mortos confirmados.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt