Zelensky pede fim do poder de veto da Rússia no Conselho de Segurança da ONU
Presidente ucraniano exige reformas em nome da "aspiração pela paz".
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu na quarta-feira que a Rússia deve perder o seu lugar de membro permanente no Conselho de Segurança por ter violado a Carta das Nações Unidas ao invadir a Ucrânia e usar o seu direito de veto para bloquear todas as tentativas para acabar com a guerra.
Discursando pela primeira vez em pessoa perante o Conselho de Segurança da ONU, Zelensky começou por lembrar os "574 dias de dor, perda e luta" causados pela invasão do seu país, bem como as "dezenas de milhares de mortos e milhões de refugiados", antes de se dirigir diretamente aos Estados-membros: "A Ucrânia exerce o seu direito à autodefesa. Ao ajudarem a Ucrânia com armas, sanções e pressão sobre o agressor, estão a defender a Carta das Nações Unidas", frisou.
Porém, lembrou que a maior parte do esforços dos países de ONU esbarram no poder de veto da Rússia no Conselho de Segurança. "É impossível parar esta guerra porque todos os esforços são vetados pelo agressor", acusou.
Por essa razão, Zelensky apelou a uma reforma profunda daquele órgão para dar voz a mais países e organizações, como a União Africana, mas admitiu que isso levará tempo.
Propôs, por isso, que seja dado poder à Assembleia Geral da ONU para anular, por maioria qualificada, o poder de veto de qualquer um dos cinco membros permanentes do Conselho (EUA, Rússia, Reino Unido, França e China) sempre que um destes países "recorrer à agressão contra outra nação em violação da carta fundadora da ONU".
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