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Correio da Manhã

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Instituições da UE querem participar no esforço de reconstrução de Notre-Dame

Incêndio deflagrou esta segunda-feira. Emblemático monumento estava a ser sujeito a obras.
16 de Abril de 2019 às 09:21
Catedral de Notre-Dame engolida pelas chamas
O interior da Catedral de Notre-Dame durante o incêndio
O interior da Catedral de Notre-Dame durante o incêndio
O interior da Catedral de Notre-Dame durante o incêndio
Catedral de Notre-Dame engolida pelas chamas
O interior da Catedral de Notre-Dame durante o incêndio
O interior da Catedral de Notre-Dame durante o incêndio
O interior da Catedral de Notre-Dame durante o incêndio
Catedral de Notre-Dame engolida pelas chamas
O interior da Catedral de Notre-Dame durante o incêndio
O interior da Catedral de Notre-Dame durante o incêndio
O interior da Catedral de Notre-Dame durante o incêndio
Os líderes das principais instituições da União Europeia manifestaram esta terça-feira a sua solidariedade com França na sequência do incêndio na catedral de Notre-Dame, em Paris, e a vontade de participar nos esforços de reconstrução do monumento gótico.

Num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre os resultados da cimeira de líderes da UE da semana passada, os presidentes da assembleia, António Tajani, do Conselho Europeu, Donald Tusk, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, iniciaram invariavelmente as suas intervenções com palavras de pesar pelo incêndio da véspera que destruiu parcialmente um dos grandes símbolos de França e da Europa, afirmando-se "feridos no coração".

Apontando que o devastador incêndio é "uma ferida que não vai passar rapidamente", António Tajani defendeu que "todos se devem empenhar" e avançou com a ideia, que lhe foi proposta por um eurodeputado, "de recolher dinheiro hoje" entre os parlamentares europeus.

"Vamos pôr uma caixa no exterior do plenário, podemos pôr o que ganhamos hoje, para enviar uma mensagem de solidariedade (...) Conto convosco. Penso que essa mensagem do Parlamento Europeu vai fazer bem à França, aos franceses e a todos os europeus", sugeriu.

Por seu lado, Donald Tusk começou por deixar "palavras de conforto e solidariedade" a França, apontando que o fazia "não apenas como presidente do Conselho Europeu, mas também como cidadão de Gdansk, (cidade polaca) 90% destruída e queimada", durante a II Guerra Mundial, "mas posteriormente reconstruída".

"Vocês também irão reconstruir a vossa catedral. De Estrasburgo, a capital francesa da União Europeia, apelo aos 28 Estados-membros a participarem nesta tarefa. Eu sei que França poderia fazê-lo sozinha, mas o que está aqui em jogo é mais do que ajuda material. O incêndio da catedral de Notre Dame fez-nos voltar a ter noção de que aquilo que nos liga é algo mais importante e mais profundo do que os Tratados. Hoje entendemos melhor o quanto podemos perder, e queremos defendê-lo, juntos", declarou o dirigente polaco.

Também Jean-Claude Juncker iniciou a sua intervenção afirmando que segunda-feira "foi um dia terrível para todos que amam a França e que amam Paris", pois o incêndio foi "uma tragédia não apenas arquitetónica".

"Dói no coração. Ontem, uma parte importante da França foi gravemente ferida. A Europa foi ferida, nós fomos feridos, e estamos solidários com os nossos amigos franceses", disse.

O incêndio que devastou a catedral de Notre-Dame, um dos edifícios icónicos de Paris e da arte gótica, começou na segunda-feira, cerca das 18:50 locais (17:50 em Portugal).

A Procuradoria de Paris tinha já afirmado que os investigadores estavam a considerar o incêndio como um acidente, referindo que a polícia vai avançar com uma investigação por "destruição involuntária causada pelo fogo".

No local, na segunda-feira, o Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o pior tinha sido evitado e prometeu que a catedral do século XII será reconstruída.

A tragédia de Notre-Dame gerou mensagens de pesar e de solidariedade de chefes de Estado e de Governo de vários países, incluindo Portugal, bem como do Vaticano e da Organização das Nações Unidas.
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